Justiça manda PF investigar vaquinha falsa em nome de Guilherme Boulos

A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou que seja aberta uma investigação para apurar a existência de uma vaquinha online falsa em nome do pré-candidato a prefeito da capital paulista Guilherme Boulos (Psol). O inquérito será conduzido pela Polícia Federal, por se tratar de crime eleitoral. A informação é do jornal “O Estado de S. Paulo”.

A decisão é do juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo:

“Determino a autuação de representação criminal com a juntada de cópia integral destes autos e defiro o pedido de requisição de instauração de inquérito policial requerido pelo douto representante do Ministério Público Eleitoral (…) com a consequente remessa daqueles autos à Polícia Federal para fins de ‘providenciar os dados dos responsáveis pela propaganda, a titularidade da conta bancária que recebeu os valores e a oitiva dos representantes da empresa e do pré-candidato sobre os fatos.”

A meta do perfil falso, que usou uma foto de Boulos com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, era de R$ 50 mil, mas há registro de apenas uma doação, no valor de R$ 5. A ação foi proposta pelo próprio Guilherme Boulos.

Enquanto a PF tenta localizar o criador da vaquinha falsa, o processo na Justiça Eleitoral ficará suspenso. Isso porque a ação eleitoral é cível e, para julgamento de mérito futuro, é necessário identificação do autor do fato. A vaquinha online foi retirada do ar liminarmente por determinação do magistrado Patinõ Zorz no dia 26 de junho.

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