A Justiça de Minas Gerais homologou, nesta quinta-feira (25), o plano de recuperação judicial do Grupo Coteminas e das empresas que fazem parte do grupo mineiro fundado por José Alencar, incluindo a MMartan e Santista. A decisão foi assinada pelo juiz Adilon Cláver de Resende, da 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte.
Antes do plano de recuperação judicial ser deferido, a Justiça analisou a viabilidade do pedido inicial. Segundo o advogado da Coteminas, Bernardo Bicalho, o grupo conseguiu demonstrar que possui capacidade técnica e econômica para se reorganizar e cumprir as determinações do plano de recuperação judicial.
Na decisão desta quinta, o juiz Adilon Cláver de Resende disse que vê indicação de que a crise da Coteminas pode ser superada. A afirmação é corroborada pelo advogado da empresa: ‘o objetivo é manter a operação das indústrias, o emprego dos trabalhadores e preservar o interesse dos credores. Garantir a manutenção das empresas, a sua função social e o estímulo à atividade econômica é benéfico a todas as partes’.
Futuro da Coteminas
Também nesta quinta, a Justiça nomeou dois administradores judiciais que vão trabalhar para constatar as reais condições de funcionamento da empresa e a veracidade dos documentos apresentados para a recuperação judicial. A administração judicial vai ficar por conta dos escritórios Inocêncio de Paula Sociedade de Advogados e Credibilita Administração Judicial e Serviços Ltda.
A partir de agora, o Grupo Coteminas tem 60 dias para apresentar seu plano de recuperação judicial. Caso contrário, a empresa pode ser considerada falida. Além disso, um edital para que os credores informem os seus valores a receber será publicado em 15 dias. A decisão também faz com que todas as execuções de dívidas contra a Coteminas ficam suspensas por 180 dias (‘stay period’) e obriga a empresa a apresentar as contas demonstrativas mensais, enquanto durar a Recuperação.
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Recuperação judicial da Coteminas
A Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas) foi fundada no fim dos anos 1960 pelo empresário José Alencar e Luiz de Paula, que se tornaria vice-presidente do Brasil nos anos 2000. A empresa possui fábricas em pelo menos quatro estados brasileiros, além de operações na Argentina, Estados Unidos e Canadá.
O pedido de recuperação judicial da empresa teve repercussão nacional, já que o grupo alegou possui mais de R$ 2 bilhões em dívidas com milhares de credores.