A ratificação do
acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia
Após um 2025 histórico, onde as exportações do setor cresceram 26% (atingindo US$ 13,3 milhões), o Brasil inicia 2026 com uma ofensiva estratégica. O projeto “Vin du Brésil” nasce para reposicionar o rótulo nacional na Europa, trocando o volume pela exclusividade e pela narrativa cultural.
A iniciativa, que envia seu primeiro lote de exportação neste mês de fevereiro, foca em vinhos autorais e gastronômicos de seis vinícolas selecionadas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. O objetivo é conquistar o paladar exigente de um mercado que é referência mundial, utilizando a França como vitrine para todo o continente.
Vinhos selecionados de Minas e do RS
Aliança estratégica
A iniciativa é liderada pelo chef francês Benoit Mathurin, o empresário italiano radicado no Brasil Giovanni Montoneri, o brasileiro Guilherme França, sócio da Intrust Associates e o jornalista e influenciador francês Xavier Vankerrebrouck.
“Na França, o vinho é uma linguagem cultural. Não falamos apenas de qualidade, mas de identidade e emoção”, destacou Xavier Vankerrebrouck.
‘Julgamento de Paris’ brasileiro
Para validar a qualidade dos rótulos, a estreia do projeto contou com uma ativação inspirada no julgamento de Paris. Foram apresentados vinhos que utilizam técnicas como da
dupla poda
Nesta primeira fase, 12 rótulos chegam ao varejo francês com preços entre 15 e 50 euros. Embora o foco seja o posicionamento premium, a meta financeira é atingir US$ 1 milhão em vendas anuais de forma consistente.
Expansão e terroir
Atualmente, o projeto conta com seis vinícolas de duas das regiões mais promissoras do Brasil:
| Região | Vinícolas Selecionadas |
| Minas Gerais | Bárbara Eliodora (São Gonçalo do Sapucaí) e Estrada Real (Caldas). |
| Rio Grande do Sul | ArteViva (Bento Gonçalves), La Grande Bellezza (Pinto Bandeira), Manus (Encruzilhada do Sul) e Bebber (Flores da Cunha). |
A meta do projeto é expandir o portfólio para 15 vinícolas até o final de 2026, ampliando a diversidade de terroirs apresentados aos europeus.
Além da exportação: reputação
Para o chef Benoit Mathurin, o maior desafio é o desconhecimento. “Trabalho exclusivamente com vinhos brasileiros no meu restaurante e vejo o impacto positivo. Falta incentivo para que o mundo descubra essa sofisticação”, afirmou.
O cronograma para o primeiro semestre de 2026 já prevê dezenas de degustações em diversos países da Europa, consolidando o Vin du Brésil não apenas como uma operação logística, mas como uma plataforma de branding para a identidade brasileira.