Secretário de Educação de Zema se diz a favor de federalizar a UEMG

O secretário de Estado de Educação de Romeu Zema (Novo), Igor de Alvarenga, afirmou, nesta quinta-feira (5), ser favorável à federalização de imóveis da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). A declaração, que trata sobre a
entrega de bens do estado para o governo federal como forma de abater a dívida de Minas
, acontece em meio ao ‘Assembleia Fiscaliza’ na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa (ALMG).

“Quando se fala em federalização da gestão da UEMG, nós não estamos dizendo de federalizar os aditivos da UEMG, nós estamos federalizando imóveis e passando a gestão (ao governo federal). A universidade continua pública, federal, para que continue a atender aos estudantes. Não há interesse de tornar essa universidade sem ser pública e deixar de atender aos estudantes”, declarou o chefe da pasta.


Imóveis da UEMG estão contidos na lista de 343 imóveis encaminhada à Assembleia Legislativa
como forma de abater a dívida do estado com a União por meio do
Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que é discutido dentro da Casa
. O secretário ressaltou a posição do governo Zema, de que é preciso quitar 20% da dívida com ativos para que se alcance o patamar de 0% de juros para que o acordo com a União seja viável.

“Não é fácil, sabemos que algumas posições podem não agradar, mas a Secretaria de Estado de Educação está empenhada para, da melhor maneira possível, achar uma solução. Então, sendo necessário federalizar algum imóvel, sendo necessário alienar algum imóvel, a Secretaria de Estado de Educação tem a posição e será favorável à solução”, afirma.

O secretário ainda pontuou que é necessário diálogo com a Seplag, que é responsável pela gestão de pessoas do estado para viabilizar uma federalização da UEMG, além de haver interesse da União para que ocorra o processo de transferência dos bens. “As escolas continuam sendo bens. Nós teremos que sentar e promover um diálogo para ver como iremos continuar a ofertar o serviço público”, conclui.

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