Dois dos maiores ídolos da Seleção Brasileira, Romário e Ronaldo Fenômeno analisaram as chances do Brasil na próxima Copa do Mundo sob o comando de Carlo Ancelotti. Convidados especiais da Cazé TV na transmissão da final do
Mundial de Clubes da Fifa
Seleção Brasileira.
Romário, artilheiro da campanha do tetracampeonato em 1994, foi direto ao avaliar o cenário atual da seleção:
“A esperança a gente tem que ter sempre, mas, se formos colocar a realidade dentro do campo, o que o nosso time tem feito em comparação ao que as outras seleções têm feito, é quase impossível o Brasil estar em uma final de Copa. Mas a gente tem esperança”, diss o ‘Baixinho’, antes da vitória do Chelsea por 3 a 0 diante do PSG.
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O ex-camisa 11, conhecido por suas opiniões francas, acredita que o Brasil está abaixo das principais seleções do mundo em termos de desempenho e preparação.
Entretanto, Romário também destacou que a chegada do técnico Carlo Ancelotti pode trazer novos ares ao time, desde que os jogadores assumam a responsabilidade de representar a camisa mais vitoriosa do futebol mundial:
“Eu particularmente acredito que até a Copa do Mundo o Ancelotti pode dar uma cara ao futebol brasileiro, os jogadores do Brasil entenderem a responsabilidade que é vestir a camisa da seleção brasileira, disputar uma Copa pelo Brasil e ganhar por Brasil. […] Existe a possibilidade de chegarmos até a final, até porque é o Brasil, a camisa da seleção pesa muito, tem um respeito muito grande.”
O que Ronaldo acha sobre as chances do Brasil
Ronaldo Nazário, campeão em 2002 e artilheiro em duas Copas (2022 e 1998), compartilha da análise crítica de Romário, mas aposta na tradição brasileira como fator determinante.
“Concordo com o Romário: nós estamos atrás das grandes seleções, das seleções que vão concorrer ao título. Perdemos muito tempo mudando de treinador, não criamos uma identidade para o time. Mas é Copa do Mundo. Na Copa, a seleção sempre vai ter a chance de ganhar.”
Para Ronaldo, embora o Brasil chegue atrás na corrida pelo título, isso motiva ainda mais os atletas. Para:
“Serão oito jogos e não é impossível chegar até a final. […] Nas vezes que ganhamos, quase todas nós chegamos desacreditados e, quando chega lá, a seleção surpreende.”