Ao revelar ao público, há dois anos, o diagnóstico de um adenocarcinoma no intestino, Preta Gil não imaginava a dimensão da jornada que teria pela frente, nem o apoio que receberia. Em meio ao tratamento oncológico, a artista enfrentou também a dor do fim de um casamento de oito anos, abalado por uma traição exposta na mídia.
“Em muitas horas, pensei: ‘Não vou aguentar…’. Achei que não fosse suportar tanta dor. Dor física, dor na alma, dor no coração. É por isso que falo tanto sobre a importância da saúde mental. Não é fácil passar pelo que passei e continuar sorrindo, sendo positiva. Fui salva pela minha fé e pelo amor dos meus amigos e da minha família”, declarou a cantora.
Prestes a embarcar para os Estados Unidos, onde continuará o tratamento iniciado no Brasil, Preta Gil recebeu nesta semana a notícia de que venceu o Prêmio Faz Diferença 2024, na categoria Ela, do jornal O Globo. O reconhecimento, afirma, reforça o sentido que ela tem buscado em meio à adversidade.
“Desde o início da minha luta contra o câncer, há dois anos e meio, fico buscando o propósito de estar passando por isso tudo. Entendi bem cedo que um dos propósitos era levar informação e, com a minha história, fazer diferença na vida de outras pessoas”, afirmou. “Então, esse prêmio mostra que eu fiz a escolha certa em dividir com as pessoas minhas vulnerabilidades e meu sofrimento, com a cabeça erguida”.
Durante conversa com Marina Caruso, editora-chefe da revista Ela, Preta refletiu sobre o valor das pequenas atitudes no cotidiano. “Eu gosto de pautar minha vida e me cercar de pessoas que fazem diferença. E para fazer diferença nem sempre é preciso ter uma atitude gigante, excepcional. A gente faz diferença dando bom dia para o porteiro, agradecendo quem tá perto, coisas tão pequenas que mudam o dia e até a vida de alguém”.