Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, falou sobre a situação dos gramados sintéticos do futebol brasileiro, em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (3). O mandatário defendeu que conseguir manter um campo de grama natural é obrigação dos clubes.
“Dizem que sintético diminui o custo. Mas, se você tem um clube de futebol e não consegue manter um campo de grama, você não pode ter um clube.”
Mário Bittencourt, em entrevista coletiva
Mário foi além e criticou a quantidade de shows realizados nos estádios. “Vira casa de show. Tem gente que prefere fazer cinco shows. E tudo bem. Mas eu prefiro ganhar títulos”, disparou.
Crítica ao Botafogo
Além disso, o presidente do Tricolor citou a situação do Botafogo, que, devido a realização de eventos no Nilton Santos, precisou atuar no São Januário, casa do rival Cruzmaltino.
“Tem time que estava na liderança do campeonato, tirou do gramado sintético para receber show, colocou em gramado natural e perdeu o jogo. O próprio técnico do Grêmio disse que, se fosse em gramado sintético, o Suárez não jogaria”, relembrou.
Apesar disso, Mário Bittencourt afirmou que o controverso gramado sintético também pode ser necessário.
“Em um CT, quando você esfola os campos, é necessário, quando eles estão em recuperação. Sei que tem estudo para os dois lados. Eu defendo por princípio do jogo. Futebol sempre foi jogado em gramado natural”, completou.
Polêmica no Allianz Parque
A discussão acerca dos gramados sintéticos retornou após as reclamações no clássico de domingo (28), na vitória do Palmeiras diante do Santos por 2 a 1, pelo Campeonato Paulista.
Diante disso, o Palmeiras rescindiu, de forma unilateral, o contrato com a Soccer Grass, nesta segunda-feira (29). A empresa não foi comunicada oficialmente. A empresa era responsável pelos gramados do Allianz Parque e da Academia de Futebol, o centro de treinamentos da equipe paulistana.
Nesse confronto, um vídeo da arquibancada flagrou o goleiro Weverton recebendo a ajuda de um integrante da comissão do Palmeiras para retirar uma “pasta”, que grudou na chuteira. A cena viralizou.
Depois dessa vitória sobre o Santos, o treinador palmeirense voltou a subir o tom em relação ao gramado.
“Quando cheguei aqui, em 2020, não reclamava do gramado. Era top. Mas aqui no Brasil, por causa de shows, poluição, calor, muitos jogos, o gramado não dura dez anos, como se previa. É preciso manutenção. Soube que em 30 dias trocam, colocam grama nova e a película. Se me chamarem para uma reunião, vou dizer a minha opinião. Isso não está prejudicando só os adversários, está prejudicando o Palmeiras”, disse.
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