Planos de saúde passam a cobrir Implanon, contraceptivo de alta eficácia

Imagem Ilustrativa

A partir desta segunda-feira (1º), os planos de saúde do Brasil passam a ser obrigados a oferecer o Implanon, um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente. A medida vale para mulheres entre 18 e 49 anos e representa um avanço no acesso a métodos de longa duração na rede privada, juntando-se ao Dispositivo Intrauterino (DIU), já ofertado pelos convênios.

O Contraceptivo também irá entrar para o SUS – Reprodução/ Internet

O Implanon é um pequeno bastão flexível, inserido sob a pele do braço em um procedimento simples e com anestesia local. Ele libera continuamente o hormônio etonogestrel, derivado da progesterona, que impede a ovulação e, consequentemente, a gravidez. Com duração de até três anos, o implante apresenta uma taxa de falha de apenas 0,05% ao ano — menor que a da vasectomia (0,1% a 0,15%) e do DIU hormonal (0,2% a 0,8%).

Inclusão no SUS prevista ainda para 2025

O Ministério da Saúde também anunciou, em julho, que o Implanon será incluído na lista de contraceptivos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que 500 mil unidades sejam distribuídas até o fim de 2025, com um total de 1,8 milhão até 2026. O investimento estimado é de R$ 245 milhões. Atualmente, o dispositivo custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede particular.

A iniciativa íntegra a estratégia do governo para ampliar o acesso a métodos contraceptivos e reduzir a mortalidade materna, em especial entre mulheres negras. A meta da pasta é diminuir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% entre mulheres negras até 2027, em alinhamento visando Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Comparativo de eficácia contraceptiva

Em termos de eficácia, o Implanon lidera entre os métodos disponíveis, tanto no uso típico quanto no uso perfeito. Confira a taxa de falha anual de alguns métodos:

  • Implanon: 0,05%
  • Vasectomia: 0,1% a 0,15%
  • DIU hormonal: 0,2%
  • Pílula, anel ou adesivo: até 9% (uso típico)
  • Preservativo: até 21% (uso típico)
  • Coito interrompido: 22% (uso típico)

Contraindicações e possíveis efeitos adversos

O uso do Implanon não é recomendado para mulheres com histórico de câncer de mama, doenças hepáticas graves, sangramento vaginal sem causa definida ou alergia ao etonogestrel. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão dor, inchaço ou hematoma no local da aplicação. Casos raros de infecção também podem ocorrer, geralmente ligados a falhas técnicas no procedimento.

O que fazer em caso de negativa do plano

Caso o plano de saúde se recuse a cobrir o implante, a beneficiária deve registrar reclamação diretamente na operadora. Se não houver solução, é possível acionar a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pelos canais oficiais.

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