PC descobre esquema de falsificação de documentos após homem abrir prostíbulo com nome de vítima em BH

Nesta quinta-feira (22), a
Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
deflagrou a operação “Descrédito”, que mira uma organização criminosa especializada em falsificar documentos de vítimas para fazer empréstimos.

A quadrilha atua com um esquema sofisticado. Entre os participantes estão gerentes de instituições bancárias e falsificadores de documentos.

Um funcionário de banco foi preso e confessou o crime. Ele relatou que recebia 10% de cada empréstimo fraudulento que fazia para a organização criminosa e que escolhia os clientes com os melhores “scores”.

Em entrevista coletiva, o delegado Rafael Gomes detalhou o funcionamento do esquema. “Com o documento falsificado, o coordenador envia o documento para o gerente bancário, que abre a conta em nome da vítima. Aí são efetuados os empréstimos”.

Segundo a Polícia Civil, o esquema fez vítimas em todo o estado de
Minas Gerais
. Foram identificados mais de cem pessoas lesadas, e o prejuízo ultrapassa R$ 20 milhões.

Hoje, 15 pessoas foram presas, em 20 mandados de busca e apreensão. Além disso, cem contas bancárias foram bloqueadas pela Justiça a pedido da PCMG.

Os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, Betim, Ribeirão das Neves, Sabará, Montes Claros e São Sebastião do Paraíso.

Estelionatário abriu prostíbulo com nome de vítima

As investigações começaram em setembro de 2024 em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, após uma vítima denunciar um empréstimo fraudulento contraído em seu nome.

Na época, as autoridades descobriram que um homem identificado como Laeste Costa se apresentava há cinco anos como “Alencar” e
abriu uma casa de prostituição em Belo Horizonte com o nome da vítima, a “Choperia do Alencar”.

Laeste chegou a se apresentar com a identidade falsa a um juiz durante uma audiência onde o verdadeiro Alencar estava presente. O suspeito está preso.

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