Durou poucos dias o anúncio do pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Gabriel Azevedo (MDB) de contar com o ex-vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant (PSB), como colega de chapa nas eleições municipais deste ano. A diretoria nacional do PSB, comandada por Carlos Siqueira, desautorizou uma aliança formal com os emedebistas na capital mineira, o que provoca incerteza no cenário eleitoral de Belo Horizonte.
Brant declarou que os partidos ainda conversam em Brasília, mas que, pessoalmente, manterá o apoio a Azevedo na disputa. Ele ainda frisou que não corrobora com um eventual apoio de seu partido ao pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Rogério Correia.
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“Independentemente do resultado, Gabriel é o meu candidato a prefeito. Para deixar claro: com o PT eu não vou. Estarei presente no lançamento da candidatura no dia 15 e ficarei muito honrado se puder seguir oficialmente na chapa”, disse em um comunicado.
Brant disse que a chapa MDB-PSB tem condições de se tornar viável para chegar ao segundo turno — apesar de a mais recente pesquisa, da Quaest, divulgada nesta terça (11) colocar Gabriel Azevedo em oitavo lugar, com 2% das intenções de voto.
“Dei minha palavra a Gabriel e ele é o meu candidato a prefeito. Eu tenho uma palavra só. Desde o anúncio, só recebi mensagens positivas parabenizando a decisão aqui na cidade. Espero que o partido não me impeça de aceitar este convite”, afirmou Paulo Brant.
“Gabriel me informou que a direção nacional do MDB está em diálogo com a direção nacional do meu partido para viabilizar essa parceria”, completou
O PT quer repetir, em Belo Horizonte, a chapa com o PSB, que levou a dupla Lula-Alckmin ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro de 2022. Recentemente, os petistas fecharam um acordo com o PSOL para que possam caminhar juntos no pleito.
O pré-candidato do MDB e presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, foi procurado pela reportagem mas ainda não se pronunciou.