Na véspera do início da greve dos professores do Colégio UNIFEMM, marcada para esta quinta-feira (9), uma reunião entre pais, responsáveis, alunos, professores e representantes do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) ampliou a mobilização em torno da crise enfrentada pela instituição, em Sete Lagoas.
O encontro foi realizado na noite de quarta-feira (8), na sede regional do Sinpro Minas, e reuniu um grande número de famílias e estudantes. Segundo os participantes, além das reivindicações trabalhistas dos docentes, também foram debatidas preocupações relacionadas à condução da gestão da instituição e aos impactos da situação na comunidade escolar.
A paralisação dos professores foi aprovada em assembleia realizada na última segunda-feira (6). De acordo com o Sinpro Minas, o movimento ocorre em razão de reivindicações envolvendo atrasos e parcelamentos de salários, pendências no pagamento de férias, 13º salário, FGTS e INSS. O sindicato afirma ainda que tentou negociar com a direção da instituição e ingressou com ações judiciais relacionadas ao caso.
Durante a reunião, pais e alunos também relataram preocupação com a comunicação da instituição sobre o movimento grevista. Alguns estudantes afirmaram ter sofrido pressão para retirar das redes sociais manifestações de apoio aos professores. Os relatos foram recebidos com preocupação pelos familiares presentes, que defenderam o respeito à liberdade de expressão dos alunos e maior diálogo entre a direção e a comunidade escolar.
Outro ponto discutido foi a necessidade de negociação direta entre a direção da instituição e os professores para buscar uma solução para o impasse. Os participantes defenderam que o diálogo é o caminho para preservar a qualidade do ensino e evitar maiores prejuízos aos estudantes.
Ao final da reunião, ficou definida a realização de uma manifestação pacífica nesta quinta-feira (9), a partir das 8h, em frente ao Colégio UNIFEMM. O objetivo é demonstrar apoio aos professores, cobrar esclarecimentos da direção e solicitar avanços nas negociações. Uma comissão formada por representantes do sindicato e por pais também pretende buscar diálogo com a administração da instituição.
Em nota divulgada anteriormente, a direção do UNIFEMM informou que acompanha a situação e adota medidas para minimizar os impactos da paralisação. Até o momento, não houve novo posicionamento público sobre os relatos apresentados durante a reunião.
Foto: Divulgação
Fonte: Sinpro Minas