O pai de Alice Maciel Lacerda Lisboa,
criança autista de quatro anos que ficou desaparecida por três dias no distrito de Bituri
Em entrevista à Record, João Lisboa contou que a menina, que autista não verbal, não sofreu nenhum tipo de violência, mas que era muito difícil que ela sobrevivesse sozinha na mata nas condições em que estava.
“Apesar dela estar um pouco debilitada, é muito difícil você pensar em uma criança com as limitações que ela tem passar 24 horas debaixo de sol e chuva. Realmente fez muito frio”, disse ele.
“Eu, na primeira noite, não aguentei ficar lá, imagina a minha filha, só de calcinha, tomando chuva na mata a noite inteira. Ela não ter desmaiado, não ter tido hipotermia ou algo assim é muito suspeito”, acrescentou.
O pai da criança afirmou que suspeita de que alguém tenha visto a criança na estrada e tenha a levado com intenção de adotá-la. Ele também citou uma suposta rede de tráfico de crianças.
“Se a pessoa que pegou a minha filha estiver vendo, ela saber que eu não vou descansar até encontrá-la […] A gente quer literalmente fazer justiça com as próprias mãos”, afirmou ele.
Desaparecimento
Alice Maciel Lacerda Lisboa ficou três dias
desaparecida
Alice desapareceu quando a avó foi
atender a uma ligação telefônica em casa
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a menina foi
localizada por trilheiros que faziam parte da equipe de buscas
deitada em uma área de mata
Nas redes sociais, a
Meta disparou alertas sobre o desaparecimento por meio do programa Amber Alert
Ao longo de três dias, as buscas ocorreram de forma ininterrupta, com a participação de 12 guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, além de cães farejadores, drones com câmeras térmicas, policiais, voluntários e equipes da Defesa Civil.