A Vigilância Epidemiológica de Sete Lagoas informou nesta sexta-feira (6) a identificação de dois casos suspeitos de Mpox, no município. Os pacientes, que apresentam sintomas leves, foram prontamente avaliados pela rede municipal de saúde e estão em isolamento domiciliar, seguindo as orientações médicas. Amostras para diagnóstico foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.
De acordo com a Prefeitura de Sete Lagoas, pessoas que tiveram contato com os suspeitos não precisam de isolamento, desde que estejam assintomáticas. No entanto, os contatos próximos estão sendo monitorados ativamente pela Secretaria Municipal de Saúde, como medida de precaução.
Sete Lagoas não registra casos confirmados de mpox desde 2023, o que indica um cenário de baixa incidência da doença na cidade. A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) aponta que o último caso confirmado em menores de 20 anos no estado foi em 2022. A Vigilância Epidemiológica local destaca que todos os casos anteriores na cidade foram importados de outras localidades, sem indícios de transmissão comunitária até o momento.
Cenário Estadual
Em Minas Gerais, 20 casos confirmados de mpox foram registrados em 2025 até junho, todos em indivíduos com mais de 20 anos e com boa evolução clínica. A série histórica da doença no estado demonstra uma queda nas notificações em comparação aos anos anteriores:
- 2023: 421 notificações, com 53 confirmações.
- 2024: 352 notificações, com 67 confirmações.
- 2025 (até junho): 145 notificações, com 20 confirmações.
Jean Barrado, secretário de Saúde de Sete Lagoas, em entrevista sedida para a nossa redação, enfatizou a importância da cautela e ressaltou que não há motivo para pânico. “A monkeypox é uma doença infecciosa que causa erupções na pele e, na maioria dos casos, a transmissão ocorre por contato direto com pessoas infectadas. Os casos em investigação já estão isolados e sendo acompanhados”, afirmou. A Secretaria Estadual de Saúde também se manifestou por meio de nota, enviada para a nossa reportagem, informando que acompanha os casos de perto e aguarda os resultados laboratoriais para confirmação ou descarte da suspeita.
Entenda a Mpox e medidas de prevenção
A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox (MPXV), da família Poxviridae. Sua transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele ou fluidos de pessoas infectadas, contato com objetos contaminados (como roupas e utensílios), e, em caso de contato próximo e prolongado, por gotículas respiratórias.
Os grupos mais vulneráveis à infecção incluem familiares próximos, parceiros íntimos, cuidadores e profissionais de saúde.
Para prevenir a disseminação da doença, as autoridades de saúde reforçam as seguintes medidas:
- Evitar contato com casos suspeitos ou confirmados.
- Usar equipamentos de proteção individual (EPIs), se necessário.
- Isolar-se imediatamente em caso de sintomas.
- Não compartilhar objetos de uso pessoal.
- Realizar higienização frequente das mãos.
Em caso de sintomas como erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, dores musculares ou inchaço dos gânglios, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima e seguir os protocolos médicos. A notificação imediata às autoridades sanitárias é crucial para o controle da doença.
Fonte: Vigilância Epidemiológica de Sete Lagoas, SES-MG, E-SUS Notifica/Sinan – CIEVS/SubVS/SES-MG (dados de 06/06/2025)