Museu de Arte da Pampulha recebe mostra de artista setelagoana

Inauguração é neste sábado (13) / Foto: Veronica Manevy / reprodução PBH

Será inaugurado neste sábado (13) no Museu de Arte da Pampulha a exposição “Poemas fantásticos para jardim”, da artista setelagoana Efe Godoy, com entrada franca, marcando a retomada das mostras com arte contemporânea no local. Efe também ministrará uma oficina com base em sua obra.

Inauguração é neste sábado (13) / Foto: Veronica Manevy / reprodução PBH

“Poemas fantásticos para jardim” são instalações em pinturas de painéis recortados, onde são representados seres imaginários ‘misturando’ fauna e flora presente nos jardins do museu e seu entorno – uma realidade fantástica que é uma das marcas da produção da artista. Efe é uma pesquisadora do realismo mágico e suas ilustrações já estamparam livros, discos e seu trabalho já esteve exposto no Brasil e no exterior.

“A mostra de Efe Godoy, com suas criaturas híbridas e imaginativas, se une de forma sensível e poderosa ao jardim de Burle Marx, criando um universo de fantasia e reflexão. Ao ocupar um espaço tão emblemático, a artista não apenas nos convida a repensar a natureza e o corpo, mas também nos lembra que a arte é um processo de constante transformação, assim como o próprio espaço do museu”, relata a diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Isabela Tavares Guerra.

A ligação de Efe com o Museu de Arte da Pampulha surgiu há dez anos, quando ela apresentou o “Ensaio para um conto fantástico”: um menine capivara (um ser metade humano, metade animal), ocupava este espaço em protesto, reivindicando sue espaço – a artista participou de um programa de fomento à cultura realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte.

“Depois desse longo período, percebo que o desejo de ser híbrida e de transparecer essa hibridez vai além do meu trabalho artístico e também se manifesta no meu corpo de mulher trans. Na série que ocupa o deslumbrante jardim de Burle Marx, criei silhuetas e pinturas de animais misturados a plantas encontradas na região da Pampulha, abrindo espaço para novas fábulas e para a reflexão de que tudo o que está vivo muda, se transforma, gira e permanece em movimento”, relata Efe Godoy.

Na abertura da mostra, haverá a performance “Quando um peixe-planta me ensinou a dançar”, também da artista; já no dia 27 de setembro, Efe ministrará a oficina “Descobertas fantásticas para jardim”, para instigar nas crianças a criar e descobrir nos jardins do Museu de Arte da Pampulha o que há de vida – e transpor isso para a arte.

com informações da Prefeitura de Belo Horizonte

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