Será inaugurado neste sábado (13) no Museu de Arte da Pampulha a exposição “Poemas fantásticos para jardim”, da artista setelagoana Efe Godoy, com entrada franca, marcando a retomada das mostras com arte contemporânea no local. Efe também ministrará uma oficina com base em sua obra.
“Poemas fantásticos para jardim” são instalações em pinturas de painéis recortados, onde são representados seres imaginários ‘misturando’ fauna e flora presente nos jardins do museu e seu entorno – uma realidade fantástica que é uma das marcas da produção da artista. Efe é uma pesquisadora do realismo mágico e suas ilustrações já estamparam livros, discos e seu trabalho já esteve exposto no Brasil e no exterior.
“A mostra de Efe Godoy, com suas criaturas híbridas e imaginativas, se une de forma sensível e poderosa ao jardim de Burle Marx, criando um universo de fantasia e reflexão. Ao ocupar um espaço tão emblemático, a artista não apenas nos convida a repensar a natureza e o corpo, mas também nos lembra que a arte é um processo de constante transformação, assim como o próprio espaço do museu”, relata a diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Isabela Tavares Guerra.
A ligação de Efe com o Museu de Arte da Pampulha surgiu há dez anos, quando ela apresentou o “Ensaio para um conto fantástico”: um menine capivara (um ser metade humano, metade animal), ocupava este espaço em protesto, reivindicando sue espaço – a artista participou de um programa de fomento à cultura realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte.
“Depois desse longo período, percebo que o desejo de ser híbrida e de transparecer essa hibridez vai além do meu trabalho artístico e também se manifesta no meu corpo de mulher trans. Na série que ocupa o deslumbrante jardim de Burle Marx, criei silhuetas e pinturas de animais misturados a plantas encontradas na região da Pampulha, abrindo espaço para novas fábulas e para a reflexão de que tudo o que está vivo muda, se transforma, gira e permanece em movimento”, relata Efe Godoy.
Na abertura da mostra, haverá a performance “Quando um peixe-planta me ensinou a dançar”, também da artista; já no dia 27 de setembro, Efe ministrará a oficina “Descobertas fantásticas para jardim”, para instigar nas crianças a criar e descobrir nos jardins do Museu de Arte da Pampulha o que há de vida – e transpor isso para a arte.
com informações da Prefeitura de Belo Horizonte