Mulher baleada na Grande BH enviou áudio para filho antes de morrer

Ione Ferreira Costa, de 56 anos, que morreu após ser baleada em uma padaria de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte,
enviou um áudio para o filho, Guilherme Silva, minutos antes de morrer.

A mulher trabalhava na região e tinha finalizado o expediente. Ela iria passar em um supermercado para comprar algumas coisas e um desodorante para o filho. No áudio, ela relata qual desodorante compraria para o rapaz antes de ir à padaria.

“Guilherme, tem um desodorante aqui Rexona preto, vou filmar e mandar para você ver aí e tem um preto com branco, metade preto, metade branco. Mas Rexona é grandão, tamanho econômico, acho melhorzinho”, disse.

Poucos minutos depois,
Ione foi baleada por um homem que chegou de motocicleta no local
. Guilherme foi avisado da morte da mãe por um entregador que, em choque, disse que a mulher havia passado mal. Quando o filho chegou, encontrou a mulher morta no chão.

“Foi uma fatalidade que não dá para acreditar não”, lamentou o filho.

Outras vítimas


Além de Ione, a jovem Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos,
e
Emanuely Geovanna, de 14 anos
, também morreram. Nathielly morreu no local, já Emanuely morreu no Hospital Risoleta Neves. O ataque ocorreu no bairro Lagoa, nesta quarta-feira (4).

Autor foi apreendido

Um adolescente de 17 anos, que seria ex-namorado de Nathielly, foi
apreendido suspeito de cometer o crime
.

Segundo o Boletim de Ocorrência, ele chegou sozinho ao local em uma motocicleta, desceu e efetuou vários disparos. A motivação seria ciúmes, e ele discutiu com Nathielly. Os assassinatos ocorreram após a
intervenção das mulheres para defender a adolescente
.

O adolescente foi autuado por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais.

A mãe do jovem negou a participação dele no crime e informou que o filho estava em casa durante a ação. Uma fonte da Itatiaia afirmou que uma testemunha, de 19 anos, não reconheceu o adolescente como o autor dos disparos.

Essa testemunha, inclusive, implorou ao jovem para não fosse morta.
Ele sorriu para ela e fez gestos infantis com a língua e as bochechas antes de fugir.

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