Um homem, de 50 anos, foi indiciado pela Polícia Civil (PCMG) por provocar um acidente que atropelou e matou uma mulher de 21 anos (grávida de 4 meses) e um homem, de 22, na BR-116, em Inhapim, no Vale do Rio Doce. O acidente ocorreu no último dia 17. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (29).
Ele foi indiciado por dois crimes de homicídio doloso, qualificado pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e provocação de perigo comum, além de embriaguez ao volante e fuga de local de acidente. As investigações demonstraram que o investigado dirigia ininterruptamente há quase um mês, estando, portanto, física e mentalmente cansado e, por consequência, inapto para dirigir no dia dos fatos.
Segundo o delegado Guilherme Lincoln Rocha Pereira, “o conjunto formado embriaguez, direção na contramão da direção, fadiga provocada pelas viagens ininterruptas há quase um mês e excesso de velocidade, demonstrou que o investigado assumiu o risco de matar as vítimas, atuando com dolo eventual”. O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O etilômetro acusou 1,41mg/L, índice quatro vezes superior ao limite de tolerância para a não configuração do crime.
Dormiu ao voltante
De acordo com as investigações, o suspeito bebeu cerveja, entre 5h e 9h da manhã, quando estava como passageiro em um ônibus que saiu do Rio de Janeiro com destino ao município de Manhuaçu, onde assumiu a condução da caminhonete envolvida na colisão.
“Por volta de 12h, o homem parou em um restaurante, às margens da BR-116, em Ubaporanga, local onde novamente teria ingerido bebida alcoólica, dessa vez, uma dose de cachaça”, disse a polícia. Após almoçar, o homem assumiu a condução do veículo e seguiu viagem na mesma rodovia. Segundo o investigado, durante uma ultrapassagem, ele teria cochilado na direção da caminhonete, momento em que colidiu frontalmente com a motocicleta em que estavam as vítimas.
Motorista fugiu
O veículo conduzido pelo investigado parou a 380 metros do local da colisão depois dos do veículo deixar de funcionar.
O inquérito foi concluído e remetido à Justiça com novo pedido de prisão preventiva formulado pela PCMG. “A caminhonete continua apreendida para que figure como mínimo indenizatório às famílias das vítimas”, finalizou a corporação