Moradores do bairro São Paulo, região Nordeste da capital, relatam medo e insegurança no entorno do Parque Professor Guilherme Lage, onde uma mulher foi estuprada na noite dessa quinta-feira (25).
“Quase todo dia a gente ouve falar de caso de estupro lá. O parque virou ponto de prostituição e drogas”, disse uma delas, que preferiu não se identificar. A idosa contou que o local já foi palco de piqueniques e diversão para as crianças. “Devido à violência, isso acabou. Precisamos de mais segurança. A gente se sente isolado”, acrescentou.
Conforme a Polícia Militar (PM), a mulher relatou que o suspeito é um homem pardo, careca e usava uma camisa de time, quando a abordou violentamente. Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), primeiro ele bateu na mulher e depois cometeu o estupro. Em seguida, tentou matá-la com diversas pedradas na cabeça.
Foi então que a vítima se fingiu de morta, até que o homem fugisse do local. A Mulher, nua e com graves ferimentos, pediu socorro em um posto da Guarda Municipal e foi encaminhada para o Hospital Odilon Behrens. O estuprador foi visto por populares próximo ao Anel Rodoviário de BH, andando nu e com a mão ferida.
Parque estava fechado
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) lamenta profundamente o ocorrido e, por meio da Secretaria Municipal de Seguranca Publica e Guarda Civil Municipal, está acompanhando e à disposição da vítima e da polícia judiciaria para a realização das investigações.
A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) informou que o Parque Guilherme Lage funciona diariamente, das 8h às 18h. O fato teria ocorrido cerca de três horas após o fechamento.
“Cabe ressaltar que o Parque Guilherme Lage conta com vigia noturno na sede administrativa e já está sendo desenvolvido um projeto para a inclusão de câmeras de monitoramento no local, justamente para evitar a presença de pessoas no local após o fechamento do parque”, informou por meio de nota.
A PBH admite que as cercas são “frequentemente” violadas. “Sempre que são encontradas pela vigilância pessoas circulando na área fora do horário de funcionamento, elas são advertidas e encaminhadas para fora do local”, acrescentou.
Criminoso é procurado
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias do crime. “Até o momento, o suspeito não foi identificado e diligências seguem em andamento”, informou.
Outro caso
Em dezembro do ano passado, uma mulher, de 48 anos, foi estuprada no Parque Ecológico Carlos de Faria Tavares, no bairro Vila Pinho, na Região do Barreiro.