A Marinha não vai comemorar o aniversário da Batalha Naval do Riachuelo. A data mais importante do calendário naval é celebrada nesta terça-feira (11). A decisão foi tomada pelo comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, considerando os impactos das enchentes que causam as tragédias climática e humanitária no Rio Grande do Sul.
Tradicionalmente, a Marinha promove exposições, visitas do público a navios, apresentações de bandas, confraternizações e competições para celebrar o “Dia da Marinha”. Na história recente, será a segunda vez que a instituição deixa de celebrar a data. A primeira foi em 2020, por força da pandemia de Covid-19.
De acordo com a Marinha, mais de 2 mil militares da força atuaram no Rio Grande do Sul desde maio. Além disso, 320 veículos foram deslocados para a região, entre embarcações, helicópteros e viaturas. O balanço mais recente registra 3 mil pessoas resgatadas e milhares de toneladas de suprimentos transportados.
História
A Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida em 11 de junho de 1865, foi um dos principais confrontos da Guerra do Paraguai (1864-1870), que envolveu o país vizinho a Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai. O episódio aconteceu no rio Paraná, próximo ao riacho Riachuelo, na província de Corrientes, na Argentina.
O objetivo paraguaio era destruir a frota brasileira para controlar o rio Paraná e isolar as forças da Tríplice Aliança. O ponto decisivo da disputa aconteceu quando a fragata brasileira Amazonas, liderada pelo almirante Francisco Manuel Barroso afundou várias embarcações paraguaias.
As estimativas indicam que mais de 100 brasileiros morreram no episódio. Apesar das perdas, foi uma vitória estratégica significativa para o Brasil.