O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve usar a cadeia nacional de rádio e televisão, no sábado (6), para enviar um recado direto ao governo dos Estados Unidos e o que ele tem chamado de “traidores da pátria” – brasileiros que tem apoiado as
sanções do governo de Donald Trump contra o Brasil
O recado de Lula tem como alvo direto o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e responsável pela articulação junto ao governo Trump para a aplicação de sanções contra autoridades e instituições brasileiras. O presidente já havia adotado a mesma expressão em reunião ministerial na semana passada,
quando classificou tanto Eduardo quanto Jair Bolsonaro como “maiores traidores da pátria”.
Outro ponto previsto é a defesa do Pix, sistema de pagamentos do Banco Central. O mecanismo foi citado pelo governo americano como um dos fatores para justificar a abertura de investigação comercial contra o Brasil, após Trump anunciar tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros.
O discurso também trará uma defesa enfática da soberania nacional,
tema que vem sendo destacado nas campanhas publicitárias do governo nos últimos dias
Desfile de 7 de setembro
O roteiro da cerimônia inclui três eixos: “Brasil dos Brasileiros”, “COP30 e Novo PAC” e “Brasil do Futuro”. Estão previstas apresentações de escolas civis e militares, ações de saúde e meio ambiente, incentivo ao esporte e o tradicional desfile das Forças Armadas, com a participação da Esquadrilha da Fumaça.
A segurança do evento está a cargo de um esforço conjunto entre órgãos do Distrito Federal, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e o Ministério da Defesa. De acordo com o GSI, a coordenação prevê a designação de um Coordenador de Segurança de Área (CSA) pelo Ministério da Defesa. Esse coordenador atua com meios das Forças Armadas e articula a participação de outros órgãos de segurança.
O plano inclui ainda ações preventivas. Segundo o GSI, há monitoramento contínuo de possíveis cenários de risco às autoridades, em cooperação com forças locais. Na prática, a estratégia envolve drones, atiradores de elite e o emprego de cerca de 200 agentes ao longo da Esplanada.