Jovem morta pelo ex na frente da filha em BH planejava sair do Brasil por medo

A jovem Cinthya Micaelli Soares Rolliz, de 26 anos, morta a tiros pelo ex-namorado Alex de Oliveira Souza, de 28, no bairro Jardim América, região Oeste de Belo Horizonte, planejava deixar o Brasil nesse mês de janeiro devido às ameaças que ele fazia a ela.

A informação foi dada pela avó da jovem, Maria Isabel Fernandes Soares, durante
velório dela, que ocorre no Cemitério Parque da Colina
, também na região Oeste da capital.

“Ela falava que agora no mês de janeiro ela iria embora do país, que ela não ia ficar aqui e que ele ia perseguir ela em qualquer lugar que ela fosse”, disse a avó.

“Ela achou que lá em casa estava mais seguro, que eram mais pessoas, que tinha mais segurança. Portão trancado, porta trancada, tudo. Mas aquele dia, na manhã de ontem, a janela estava aberta porque estava muito calor. A minha outra neta abriu a janela, mas não fazia ideia [que ele iria matá-la]”, acrescentou.

A avó da jovem relatou, ainda, que ele também está ameaçando uma amiga de Cinthya. Ele está foragido.

O crime

Cinthya e Alex estavam separados havia cerca de três meses, e a vítima possuía uma medida protetiva contra o suspeito.

Alex pulou o muro da casa onde Cinthya morava durante a madrugada e atirou à queima-roupa. Ele deu seis tiros no rosto da jovem, que
dormia ao lado da filha, de apenas cinco anos. A criança não se feriu, mas ficou em estado de choque.

A mãe de Cinthya, Ângela Fernandes Soares, de 48 anos, contou que a
jovem não atendia ligações do suspeito
, não podia ter contato com ele e que Alex não aceitava o fim do relacionamento. “Ele já tinha falado até mesmo para mim que ia encher a cara dela de tiro”, revelou.

Relacionamento conturbado

O relacionamento de Alex e Cinthya era marcado por ciúmes excessivos, comportamento agressivo e perseguições frequentes. Mesmo depois da separação, Alex continuava rondando a casa de Cinthya e o local de trabalho dela.

A família chegou a registrar boletins de ocorrência contra ele, mas nada foi feito. Alex tinha passagens por homicídio, roubo e tráfico de drogas.

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