Ícone de liberdade e glamour, Brigitte Bardot marcou cinema e cultura pop

A
morte da atriz francesa Brigitte Bardot
, aos 91 anos, repercutiu nas redes sociais entre celebridades e autoridades internacionais, como o
presidente da França, Emmanuel Macron
. Ícone do cinema francês e da cultura pop, a artista atuou em mais de 40 filmes, incluindo os longas E Deus Criou a Mulher (1956) e A Verdade (1960) —
indicado ao Oscar
.

Nas telonas, Bardot redefiniu a imagem feminina, representando personagens ousadas e independentes. O presidente francês, por exemplo, escreveu que ela “personificava uma vida de liberdade” e uma “existência francesa de brilho universal”, chamando a atriz de “lenda do século”.

Para além do cinema, Bardot também fez história no mundo da música e da moda. Suas aparições recorrentes usando biquínis, por exemplo, ajudaram a consolidar a peça como símbolo de glamour e rebeldia.

Afastada do mundo das artes, Bardot dedicou-se ao ativismo animal por meio da fundação que leva seu nome, criada em 1986.

Ao longo da vida, a modelo, atriz e ativista também se envolveu em polêmicas. Lançou livros nos quais destacava o amor pelos animais e o desprezo pelos homens.

Ela também escreveu contra imigrantes, a quem chamou de “invasores muçulmanos” e “desempregados profissionais” que, segundo a atriz, viveriam “às custas da França”.

Bardot ainda apoiou
Jean-Marie Le Pen
, nacionalista francês e fundador do partido de extrema-direita Frente Nacional. Le Pen morreu aos 96 anos, em janeiro de 2025. Ele disputou eleições presidenciais na França e foi um negacionista do
Holocausto
.

A filha de
Le Pen, Marine
— candidata da direita radical que perdeu as eleições presidenciais francesas em 2022 — também se pronunciou sobre a morte de Bardot. Ela afirmou que o falecimento da atriz representa “uma perda profunda” para o país.

Já a ex-modelo, ex-primeira-dama da França e cantora
Carla Bruni
referiu-se a ela como a “inesquecível BB”, em referência às iniciais de Bardot.

Passagem pelo Brasil

Brigitte Bardot ajudou a transformar Búzios, no
Rio de Janeiro
, em um destino internacional ao visitar a região nos anos 1960, quando vivia o auge da fama.

Sua passagem marcou tanto a então vila de pescadores — à época parte de
Cabo Frio
— que hoje ela é lembrada como parte da identidade cultural local. Nas redes sociais, o perfil oficial do município também prestou homenagem à atriz.

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