O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o pedido da defesa do ex-atacante Robinho para anular o cumprimento da pena de 9 anos de prisão no Brasil.
Com a decisão, proferida por Gilmar Mendes na noite desta sexta-feira (28), o julgamento foi suspenso com o placar de 2×0 pela continuidade da prisão.
Antes de Gilmar se manifestar, o ministro Alexandre de Moraes havia votado para que o ex-atacante Robinho continue preso pela condenação por estupro coletivo.
Moraes acompanhou o relator do caso, ministro Luiz Fux, que decidiu manter o cumprimento da pena de nove anos de prisão. Robinho está preso desde 22 de março de 2024, na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.
A pena de nove anos de prisão foi proferida em 2017, pela Justiça da Itália. O crime de estupro coletivo ocorreu em 2013, quando Robinho atuava pelo Milan.
Robinho e outros quatro homens foram acusados de violentarem uma mulher albanesa, no interior de uma boate.
A defesa de Robinho tenta, por meio de um habeas corpus, a suspensão do cumprimento da pena.
O Supremo realiza o julgamento no plenário virtual, no qual os ministros inserem os votos, sem a necessidade de discussão.
Em novembro de 2024, o Supremo decidiu, por 9 votos a 2, rejeitar os pedidos de liberdade do ex-jogador.
Na ocasião, apenas os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram a favor do ex-jogador.
O caso chegou ao STF após a defesa de Robinho questionar a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que homologou a condenação da Justiça da Itália e determinou o cumprimento da pena em solo brasileiro.