G20 deve decidir sobre participação de Putin ’em consenso’, diz Macron

Os Estados-membros do G20 devem decidir, em consenso, se o presidente da Rússia será convidado para o evento, marcado para novembro deste ano, no Rio de Janeiro. A afirmação é do presidente da França, Emmanuel Macron, em coletiva de imprensa concedida, em Brasília, ao lado de seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

“O sentido deste clube [o G20] é que deve ser consensual, com os outros 19, esse será o trabalho da diplomacia brasileira”, afirmou Macron, ao ser questionado sobre a possibilidade de o Brasil convidar Putin para o encontro.

Macron ponderou que os países que integram o grupo devem avaliar se a presença de Putin no encontro é “útil” e se irá criar divisões entre os Estados-membros.

A presença de Vladimir Putin ao G20 tem sido discutida desde setembro do ano passado, quando Lula deu uma entrevista na Índia em que defendia o convite ao chefe de Estado e do governo russo. Na ocasião, o presidente brasileiro foi questionado se o Brasil prenderia Putin, caso ele fosse ao país, já que há um mandado de prisão emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), onde é acusado por crimes de guerra no contexto da invasão da Ucrânia.

“Eu acredito que o Putin possa facilmente ir ao Brasil. O que eu posso te dizer é que, se eu for o presidente do Brasil e ele vier ao Brasil, não há chance de ele ser preso. Ninguém desrespeitará o Brasil se ele for ao Brasil e ser preso sem autorização do governo brasileiro”, afirmou durante a entrevista.

Foi esse mandado de prisão que impediu que Putin deixasse a Rússia para participar da cúpula dos Brics, em Joanesburgo, na África do Sul, no ano passado.

Com repercussão negativa após a declaração de Lula sobre o assunto, ele recuou e disse que não caberia ao seu governo decidir sobre uma eventual prisão de Putin, mas à Justiça.

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