A tão esperada visita do presidente Lula a Minas Gerais parece estar mais longe do que o esperado. Após anunciar que iria retomar as agendas no Brasil, com passagens por estados que ainda não foram visitados no primeiro ano de mandato, a equipe que comanda as viagens do presidente esfriou a expectativa de que essa visita aconteça nas próximas semanas. O principal desafio de Lula no estado governado por Romeu Zema (Novo) é a falta do que anunciar em território mineiro.
Antes de ir ao estado que foi o fiel da balança nas eleições de 2022, onde Lula saiu vitorioso com 50,20% dos votos no estado contra 49,80% de Jair Bolsonaro (PL), o presidente espera ter concretizado ao menos três demandas importantes para a população mineira: a concessão da BR-381, um novo investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltado para cidades históricas e as obras do programa Minha Casa, Minha Vida que serão realizadas na área do antigo aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte.
O problema é que nenhum desses assuntos ainda foi concluído. Para piorar, é da intenção do presidente ter a presença do governador Romeu Zema nessas agendas. Para isso, seria importante ter, ao menos, um aceno sobre a renegociação da dívida do estado com a União, algo que também não avançou em 2024.
A presença do governador, aliás, é algo tratado com muito cuidado pela equipe do presidente. A falta de ações consideradas relevantes do governo no estado poderiam alimentar o discurso de ausência do poder federal em Minas Gerais, servindo de munição do pro adversário político que hoje ocupa o cargo de chefe do executivo estadual.
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Todos esses problemas, aliados à demora na agenda, tem causado preocupação até mesmo em aliados do presidente Lula. Em ano de eleições municipais, a presença do petista no estado é considerada fundamental para alavancar candidaturas como a do pré-candidato a prefeitura de Belo Horizonte, Rogério Corrêa (PT), que tem tratado dessa ida ao estado pessoalmente.
Além de Corrêa, o PT também tem disputas importantes em cidades como Contagem, governado pela prefeita Marília Campos (PT), e Juiz de Fora, cuja prefeita é a petista Margarida Salomão. Além de Belo Horizonte, ambas as cidades também deverão estar na futura rota do presidente ao estado e, assim como a capital, aguardam a resposta de demandas específicas do governo federal.
Com todas essas peculiaridades, somadas aos compromissos do presidente que ainda deve visitar outros estados e países no mês de fevereiro, é possível que Lula e seu time de ministros só estejam em Minas Gerais a partir de março, com algo de concreto para anunciar.
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