Ex-vereador de BH que matou sindicalista é condenado a mais de 26 anos de prisão

O ex-vereador de Belo Horizonte, Ronaldo Batista de Morais, acusado de mantar matar o sindicalista e ex-vereador de Funilândia (MG), Hamilton Dias de Moura, foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão, nesta sexta-feira (2).

Além de Ronaldo, outros três réus também foram considerados culpados pela Justiça. Antônio Carlos Cesário foi condenado a 22 anos e 9 meses de prisão, Leandro Felix Viçoso recebeu uma pena de 23 anos e um mês de reclusão, e Fernando Saliba Araújo, a uma pena de 14 anos e dois meses. A juíza Myrna Fabiana Monteiro Souto negou o direito dos quatro réus de recorrer em liberdade.

Ao todo, foram sete réus levados a júri popular durante esta semana. O julgamento começou na segunda-feira (29) e acabou nesta sexta (2). Os réus Deborah Felix Aragão e Tiago Ribeiro de Miranda foram absolvidos pelos jurados. O réu Filipe Santos Viçoso foi beneficiado pelo acordo de transação penal e teve o processo suspenso na quinta-feira (1°).

Relembre o caso

Ronaldo Batista foi preso no dia 15 de outubro de 2020, em meio a uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais, que investigava a morte de Hamilton, que era diretor do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transporte de Cargas, Logística em Transporte e Diferenciados de Belo Horizonte e Região (Simeclodif). Ele havia sido encontrado morto dois meses antes, dentro de um carro deixado próximo a uma estação de metrô da capital mineira.

Durante as investigações, o Ministério Público concluiu que o vereador de Belo Horizonte teria pago R$ 40 mil para que duas pessoas executassem Hamilton Dias de Moura. O motivo seria uma disputa pelo controle do sindicato.

De acordo com o MP, os suspeitos se passaram por uma mulher e criaram um perfil falso em uma rede social. A vítima, então, foi atraída para um encontro e surpreendida por uma dupla, que disparou 12 vezes contra ele, dentro de um carro.

Um policial militar foi preso por suspeita de ter auxiliado na fuga da dupla e em ‘sumir’ com a arma de fogo utilizada no crime.

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