Duda Salabert ironiza pedido de desfiliação de Ciro Gomes do PDT: ‘Grande Dia’

O
pedido de desfiliação do ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes do PDT
, partido ao qual esteve filiado desde 2015, provocou uma reação da deputada federal mineira
Duda Salabert
(PDT). Nas redes sociais, sem citar diretamente o nome do então correligionário, Duda escreveu: “Grande dia”, acompanhado de uma rosa, símbolo da sigla.

Troca de farpas

Em 2024, durante as eleições municipais, Duda, candidata à prefeitura de Belo Horizonte,
recebeu o apoio do presidente nacional licenciado do PDT
e então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, mas não foi “abraçada” por Ciro.

O ex-governador chegou a afirmar, durante uma entrevista ao podcast RivoNews, que
a deputada não teria “preparo” para gerir a capital mineira
e que a pedetista era “ególatra”.

Na época, a declaração repercutiu negativamente no diretório do PDT de Belo Horizonte, que emitiu uma nota oficial a respeito das opiniões de Ciro.

Em setembro deste ano, em entrevista à Itatiaia,
Ciro afirmou estar “muito infeliz” no PDT
. Em resposta,
Duda disse que o ex-governador age como um “bolsonarista de sapatênis”
.

Após a publicação nas redes sociais, o vice-presidente do PDT para assuntos parlamentares e presidente do diretório municipal em São Paulo, Antônio Neto, criticou a postura da deputada.

Pelo X, antigo Twitter, Neto respondeu que Ciro não merece “desdém nem que o tripudiem”, e que o ex-governador foi responsável por abrir “espaço, diálogo e defesa por causas que hoje alguns dizem abraçar”.

Ele ainda afirmou que, em 2022, quando “parte da política” e do próprio PDT “escolheu a conveniência e a traição”, Ciro optou pela “coerência” e, por isso, “pagou um preço caro”. “Mantenho o mesmo apreço que sempre tive por ele antes, durante e depois da nossa convivência partidária, porque amizade, gratidão e lealdade não mudam conforme o vento e não prescrevem”, completou.

Interlocutores próximos de Ciro, ouvidos pela Itatiaia, afirmam que o pedido de desfiliação foi feito por meio de uma carta enviada a Lupi. Um dos motivos que incomodaram o ex-governador foi a
aproximação do partido ao governo do presidente Lula
(PT), especialmente no Ceará.

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