A United Airlines confirmou ter encontrado problemas na instalação de ‘portas-tampões’ em aeronaves Boeing 737 Max 9 durante inspeções preliminares realizadas desde o último sábado (6). O modelo é o mesmo que perdeu uma das portas durante um voo nos Estados Unidos, na última semana. As falhas, segundo a companhia aérea, incluem ‘parafusos que demandam aperto adicional’.
A aérea acrescentou que cancelou 200 voos que utilizariam aviões desse modelo e que trabalha para retomar as operações nos próximos dias. Os jatos estão temporariamente impedidos de voar por determinação da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos EUA após uma explosão no ar forçar um pouso de emergência da Alaska Airlines na última sexta-feira, 5.
Em meio à notícia, a ação da Boeing recuava 0,11% no after hours da Bolsa de Nova York por volta das 19h (de Brasília), depois de ter tombado 8,03% no pregão regular. United Airlines caía 0,37%.
Método de inspeção dos Boeings
A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou procedimentos para que as companhias aéreas inspecionem seus jatos Boeing 737 MAX 9 que estejam parados – abrindo caminho para que os aviões retornem ao serviço.
Os reguladores de segurança aérea emitiram uma ordem de emergência no sábado, 6, para temporariamente manter aterrissados os jatos MAX 9 depois que um painel conectando uma saída de emergência não utilizada explodiu de um voo da Alaska Airlines nos EUA, deixando um buraco na lateral do avião.
A FAA disse que os aviões terão que permanecer em solo até que as companhias aéreas concluam inspeções aprimoradas dos plugues de saída em ambos os lados da cabine, componentes das portas e fechos.
As aéreas serão obrigadas a consertar quaisquer problemas que encontrarem antes que os aviões possam voar novamente. Fonte: Dow Jones Newswires.
Pouso de emergência do 737 MAX-9 nos EUA
O modelo fez um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Portland, em Oregon, devido a um problema que fez com que parte da fuselagem do avião explodisse, deixando um buraco na aeronave em pleno voo.
O incidente se soma ao histórico problemático da classe de aeronaves Boeing 737 MAX. Em 2018 e 2019, dois grandes acidentes envolvendo o modelo resultou na morte de 346 pessoas e na suspensão por 20 meses de voos com a aeronave.
A determinação da Administração Federal de Aviação (FAA) envolve alguns modelos do 737 Max-9, os que têm um tampão de porta na cabine central, ou uma saída que é fechada com painéis em vez de ser usada como porta. Segundo a FAA, a decisão afeta cerca de 171 aviões em todo o mundo.
Em comunicado divulgado neste sábado, a Boeing disse que concorda e apoia integralmente a decisão da FAA de exigir inspeções imediatas das aeronaves 737-9 com a mesma configuração da aeronave afetada.
“A segurança é a nossa principal prioridade. Lamentamos profundamente o impacto que este evento teve sobre os nossos clientes e seus passageiros”, afirmou a companhia.
De acordo com a empresa, uma equipe técnica acompanha a investigação do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes.
(Com informações de Estadão Conteúdo)
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