Os países que fazem parte do G20 ficaram impactados com os estragos causados pelas inundações nas cidades no Rio Grande do Sul. Com a maioria da população em áreas urbanas, autoridades dessas nações se assustaram com o nível de destruição causado pelas enchentes no sul do país. A preocupação foi demonstrada durante uma série de reuniões realizadas nesta semana pelo Grupo de Trabalho sobre Transições Energéticas do G20, em Belo Horizonte.
De acordo com o embaixador André Corrêa do Lago, as imagens de uma cidade como Porto Alegre — com boa infraestrutura e que carrega semelhanças com outras grandes cidades internacionais — debaixo d’água comoveu representantes das principais economias mundiais.
Corrêa do Lago, que também é Secretário do Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, ressaltou que agora há um entendimento internacional que os problemas climáticos podem provocar impactos em solo brasileiro que vão além da Amazônia.
“Foi muito impressionante que todas as delegações se manfiestaram apoio e solidariedade ao Brasil na situação do RS. E eu acho que o que aconteceu lá teve, internacionalmente, um efeito de mostrar a relação do Brasil com a mudança do clima para além da Amazônia. A maioria dos países pensa no Brasil, pensa na Amazônia. Nesse ano, tivemos a seca na Amazônia, que foi coberto internacionalmente de forma muito intensa. E, agora, as imagens de uma cidade visivelmente boa infraestrutura e que sofreu tanto com a mudança do clima. Então, da mesma maneira que várias cidades brasileiras estão reagindo não só em solidariedade, mas pensando que podem ser as próximas, isso também teve um impacto muito grande no resto do mundo”, afirmou.
G-20 em BH debateu transição energética
Representantes das principais economias mundiais estiveram em Belo Horizonte por três dias, entre a última segunda-feira e essa quarta-feira, para discutir o impacto social na transição energética global.
Transição energética é um tema que tem sido discutido mundialmente e consiste em esforços para trocar fontes de fonte de energia que utilizam combustíveis fósseis, como Petróleo, gás natural e carvão, que são grandes emissores de poluição na atmosfera, por fontes renováveis, como sol, água e vento. O Brasil está no centro das discussões por ser considerado uma potência mundial quando o assunto é energia renovável.
A coordenadora do GT sobre Transições Energéticas no G20, e assessora especial do Ministério de Minas e Energia, Mariana Espécie, ressaltou que os problemas climáticos não respeitam fronteiras.
“Uma das coisas que o ministro Silveira fala muito é que o carbono não tem fronteira. Isso denota nosso papel de formuladores de política na omportância de considerar as novas rotas tecnológicas de baixo carbono
Minas foi escolhida para sediar a terceira reunião do GT Transições Energéticas por o estado ser o maior produtor de energia fotovoltaica do Brasil.
O estado possui os sete maiores complexos de geração de energia solar no país. Além disso, Minas é o maior produtor mineral brasileiro e possui riqueza em minerais estratégicos para transição energética, como o lítio do Vale do Jequitinhonha.