Câmara corre para votar projeto que proíbe descontos no INSS

A pressão em cima do caso dos descontos indevidos no INSS chegou de vez à Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), avisou que deve colocar em votação já na próxima semana o pedido de urgência para “projetos de lei destinados a impedir fraudes no INSS”, e uma proposta de autoria do deputado Sidney Leite (PSD-AM), ganhou força nos bastidores.

A votação do projeto depende da liberação da pauta. O texto, em si, proíbe descontos de entidades associativas na folha de aposentados e pensionistas do INSS.

A proposta é uma reposta que a Câmara tenta dar às pressas ao escândalo revelado pela Polícia Federal e pela CGU, que aponta um rombo de mais de R$ 6 bilhões nos últimos cinco anos com o esquema.

A operação da PF escancarou que entidades faziam descontos sem autorização dos segurados, muitos deles sem nem saber que estavam “associados”.

Nas redes sociais, Motta também avisou que quer votar tudo o que puder entrar em um “pacote antifraude” para o INSS, e disse que essa é a prioridade do momento, alinhdo com líderes partidários.

Nos corredores da Câmara, a movimentação também tem a ver com o barulho crescente em torno da possível instalação de uma CPMI no Congresso para investigar o esquema. O governo tenta conter os danos e evitar desgaste maior, mas o clima político ainda é de tensão. Deputados têm repetido que precisam dar uma resposta rápida à população — e a votação da urgência pode ser o primeiro passo.

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