Avante e Agir formam coligação, mas não decidem sobre apoio para a Prefeitura de BH

Os partidos Avante e Agir confirmaram, na noite desta terça-feira (23), durante convenção partidária conjunta em Belo Horizonte, que lançarão uma chapa conjunta de vereadores na capital mineira.

No entanto, as siglas — que não lançarão um nome próprio para a prefeitura — ainda não bateram o martelo sobre quem vão apoiar na disputa pelo Executivo municipal. De acordo com o presidente municipal do Avante, o vereador Claudiney Dulim, “a tendência é caminhar com o centro”, sem antecipar nenhum nome.

O parlamentar foi secretário da gestão de Fuad Noman (PSD) e faz parte da base de apoio do prefeito na Câmara Municipal.

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“O estatuto do Avante determina que, nas cidades com mais de 1 milhão de habitantes, nós temos que tomar uma decisão e submetê-la ao crivo da executiva nacional. Então, vamos adotar a mesma estratégia no Agir para a gente ter uma coerência de ações. Agora, sobre a definição de apoio a prefeito, o Avante não vai tomar essa decisão hoje, em convenção. O diálogo continua em aberto”, afirmou.

Após os dois partidos escolherem quem irão apoiar na capital mineira, a decisão será submetida ao presidente nacional do Avante, deputado federal Luis Tibé, que não compareceu na convenção por conta de compromissos familiares.

O presidente do Avante em Minas, o ex-prefeito de Contagem, Alex de Freitas, afirmou que os partidos têm sido procurados por diversos candidatos.

“Vamos decidir nos próximos dias, a decisão será submetida à direção nacional do partido. O Avante é um partido eminentemente de centro, estamos discutindo com todos os convencionais e olhando para os melhores interesses da cidade”, disse.

Expectativa

Na Câmara dos Vereadores, Belo Horizonte, os dois partidos, juntos, querem eleger sete vereadores. Hoje, somente o Avante tem representantes no Legislativo municipal: Dulim e Juninho Los Hermanos, que tentarão a reeleição.

Em Contagem, cidade que já foi governada por Alex de Freitas, o Avante não deve dar nenhuma orientação e está caminhando para optar pela neutralidade. A militância terá autonomia para eventuais apoios individuais.

Em todo o estado, somadas, as siglas querem eleger 120 prefeitos.

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