Arroz importado deve chegar aos mercados em até 60 dias

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, afirmou que as 263,7 mil toneladas de arroz importado, que foram adquiridas nesta quinta-feira (6) pelo governo federal, devem chegar aos mercados em até 60 dias. O produto será comercializado em embalagens de 5 quilos, com a logomarca do governo federal, ao preço máximo de R$ 20.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, demonstrou otimismo com a chegada do produto em um tempo menor do que o prazo contratual de 90 dias, conforme previsto no edital do leilão. “Nós não trabalhamos com o prazo de 90 dias. Nós achamos que em 45, 60 dias esse produto estará nas prateleiras dos supermercados porque os vendedores, os importadores, irão receber a partir do momento que o produto estiver nos armazéns da companhia. Agora, eles têm 5 dias para fazer o depósito da garantia”, detalhou.

O depósito referente a 5% do valor da comercialização, que precisa ser feito em até 5 dias, visa garantir que o negócio seja concluído e o acordo cumprido. “A partir disso, ele vai receber no momento em que esse produto estiver nas unidades armazenadoras da Conab. Então, a gente trabalha na expectativa positiva que não serão necessários os 90 dias. Serão escalonados três vezes a chegada do produto totalmente observadas as questões sanitárias”, garantiu Pretto.

O diretor-executivo de Operações e Abastecimento, Thiago dos Santos, detalhou que os supermercados e pequenos comércio poderão vender o produto. “Será para todos os tipos de comércio que disponibilizam os seus produtos para o consumidor final. A única coisa que a gente requer é que tenha um cadastro simplificado e o CNPJ regular junto à receita federal. Mas qualquer tipo de comércio poderá fazer a venda do produto ao preço final de 4 reais o quilo”, afirmou.

O diretor-executivo de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto, afirmou que a Conab observou aumento no preço do arroz neste último mês, por conta das enchentes no Rio Grande do Sul, estado que é responsável por 70% da produção nacional do grão. Porto detalhou que houve reajuste médio de 15% no preço do produto no país, mas que no Distrito Federal há relatos de aumento de até 100% no valor.

Silvio Porto afirmou que o arroz importado servirá para manter os estoques do país. “A entrada deste produto servirá para regularizar a falta de produto que temos no Brasil. A colheita é de 10,4 milhões de toneladas e a nossa demanda é de 11 milhões de toneladas”, concluiu.

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