Vice-líder do governo Zema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a deputada Chiara Biondini (PP) afirmou que pretende manter seu voto contra os interesses do governo no projeto que trata do reajuste dos servidores do Executivo.
Com o texto prestes a ser votado em plenário na tarde desta quinta-feira (6), a deputada adiantou que vai votar a favor da emenda que define o reajuste dos servidores públicos em 5,79%. “Votarei com todos os servidores, além da segurança pública, votarei a favor do reajuste para todas as categorias”, afirmou Chiara.
Com isso, a deputada estará desobedecendo a orientação dada para a base governista para votar favorável ao reajuste de 4,62%, proposto pelo governador Romeu Zema (Novo).
Questionada pela Itatiaia, a parlamentar disse que sofreu retaliações do governo Zema por ter votado favorável a emenda de 10,67% de reajuste para o funcionalismo público.
Nas últimas horas, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), exonerou quatro servidores indicados pela deputada estadual Chiara Biondini (PP) após a parlamentar ter votado contra orientação do governo Zema.
A deputada, no entanto, nega ter traído o governo e afirmou que, desde que assumiu o mandato tinha um acordo em ter independência nas votações sobre as forças de segurança.
“Eu não traí o governo. Quando eu ganhei a eleição eu sentei com o secretário de Governo e com o governador e disse que queria ser da base, mas que não votaria contra a segurança pública. Eles concordaram. Eu já votei 95% das vezes com o governo, mas ontem na votação eu fiz o que tinha combinado: votar com a segurança pública.
“Sem nenhuma ligação, eu acordei no outro dia com as minhas pessoas exoneradas, tentei falar com pessoas no governo e não consegui, estou esperando um retorno deles. mas é muito triste, tentaram me fazer de boi de piranha. Uma retaliação para me repreender por não ter votado com eles.
A reportagem da Itatiaia questionou a parlamentar se ela deixará a vice-liderança do Governo e Chiara disse que pretende permanecer no governo.
“Essas exonerações não afetam a mim, ela afetam o povo mineiro. É a política de combate às drogas que está em risco. Tínhamos pessoas competentes. Eu não deixo a vice-liderança agora, porque tenho dado vários sinais que voto com o governo. Acho que o governo se precipitou, mas temos que sentar e conversar”, afirmou a parlamentar.
No entanto, nos bastidores, há informações que indicam que ela pode ser punida e perder a vice-liderança do Governo depende como ela se comportará nas próximas no plenário.