Ampliação da mamografia na rede SUS para rastreio do câncer de mama | Coluna

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta quase 74 mil novos casos por ano entre 2023 e 2025.

Quando descoberto em estágio inicial, as chances de cura do câncer de mama podem chegar a 95%. E a mamografia desempenha um papel essencial nisso. Para se ter ideia, estudos indicam que a mamografia pode contribuir para a redução da mortalidade por câncer de mama em até 40%. Além disso sabemos que aproximadamente 60% dos casos de câncer ocorrem em mulheres dos 50 aos 74 anos!

Esse mês, após grande esforço das sociedade médicas de mastologia e oncologia, o Ministério da Saúde atendeu uma importante demanda, a fim de corrigir e adequar a faixa etária para rastreio do câncer de mama conforme as recomendações mundiais.

Até então, no Brasil, o SUS cobria mamografia de rastreio para mulheres dos 50 aos 64 anos, a partir de outubro, dos 40 até os 74 anos terão acesso ao exame de mamografia para rastreio do câncer de mama, o que deve ser considerado uma grande vitória para nossas pacientes.

Apesar de que em pacientes mais jovens, com idade abaixo de 49 anos, existe maior risco de desenvolver tumores agressivos, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.

A redução da mortalidade pelos exames de rastreio é real, porém temos que também avaliar a qualidade desses exames e da própria falha do método, ou seja existem os exames que estão normais mas na verdade é porque não foram capazes de identificar a doença precocemente, que é o que ocorre nas mamografias de mulheres jovens, em que os exames falso negativos tem maior incidência. Nas mulheres e jovens, por as mamas serem mais densas, com maior proporção de glândula, muitas vezes se faz necessário a realização de exames mais precisos como por exemplo a ressonância o que requer maior custo e acesso a exames de maior complexidade.

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, geralmente, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Dra. Priscilla Rossi Baleeiro Marcos
Ginecologista – CRM-MG 44.478 | RQE 25.092 | TEGO 326/2011
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