Advogado casado com delegada é preso suspeito de usar viatura da Polícia Civil em BH

Um advogado foi preso suspeito de utilizar uma viatura descaracterizada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para se deslocar até o trabalho, em Belo Horizonte. Ele foi detido na tarde desta terça-feira (10), na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha. O homem, conforme o registro policial ao qual a reportagem da Itatiaia teve acesso, é casado com uma delegada, apontada como a responsável pelo veículo.

De acordo com o documento policial, a prisão ocorreu durante uma blitz realizada pela Corregedoria da PCMG em uma faixa exclusiva destinada ao transporte coletivo e a veículos oficiais da avenida. Durante a abordagem, o condutor se apresentou como advogado e exibiu a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A operação foi realizada após denúncias anônimas recebidas pelo órgão e pela Ouvidoria do Estado de Minas Gerais. As informações apontavam que o advogado estaria usando indevidamente uma viatura descaracterizada da corporação para deslocamentos pessoais. Após diligências preliminares, os investigadores identificaram indícios que sustentavam a denúncia.

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Durante a blitz, os policiais localizaram o veículo com as características descritas e deram ordem de parada. Segundo a corporação, foi constatado que o automóvel abordado era, de fato, um veículo oficial pertencente à frota da Polícia Civil de Minas Gerais e que o motorista não é servidor público.

O advogado foi levado à sede da Corregedoria, onde foi ouvido. O veículo foi removido e encaminhado à Diretoria de Transportes da Polícia Civil para a realização de perícia técnica.

Ação com a delegada

Uma equipe da Corregedoria também foi até a residência da delegada apontada nas denúncias como responsável pela viatura. Ela foi informada sobre o ocorrido e também levada à unidade policial para prestar esclarecimentos. O caso foi encaminhado à autoridade policial responsável, que irá avaliar as medidas de polícia judiciária cabíveis.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil ainda não se manifestou. O texto será atualizado com o posicionamento.

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