Uma fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais (SRTE/MG) encontrou 241 irregularidades no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. Assédio moral, problemas com normas de segurança e até radiação excessiva foram detectados pelos 33 auditores fiscais que participaram da ação, que começou em março e termino neste mês de julho.
A operação foi coordenada pela auditora fiscal do trabalho Júlia Santos Teixeira. Tanto o aeroporto quanto as companhias aéreas e empresas terceirizadas foram inspecionados. A auditora deu detalhes sobre quais irregularidades foram identificadas.
‘O Aeroporto de Confins tem 7 mil trabalhadores. Identificamos infrações como a falta do horário de almoço e a falta do período de descanso entre jornadas. Como as equipes estão muito reduzidas, isso sobrecarrega os trabalhadores que ali estão, porque existe um compromisso com o horário dos voos e aquele número reduzido tem que dar conta do recado’.
A situação preocupa, já que condições ruins para funcionários podem gerar falta de segurança também para os passageiros, como explica a auditora: ‘um trabalhador que não descansa, que não tem o seu final de semana, as suas folga, que não se alimenta, que não toma água, não vai ao banheiro com a frequência necessária naturalmente, ele não está na sua condição 100% de trabalho. E aí podem ocorrer como com qualquer um de nós aconteceria, a desconcentração e um acidente’.
O Ministério do Trabalho agendou para o mês de agosto uma reunião em que poderão ser apresentadas propostas para regularizar a situação dos trabalhadores que atuam no Aeroporto Internacional de Confins.
A Itatiaia entrou em contato com a BH Airport, concessionária que administra a via, e aguarda retorno. O espaço segue aberto.