A frentista agredida por um cliente durante o trabalho em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, disse que se sente humilhada em razão da agressão, registrada nessa Sexta-Feira da Paixão. Em entrevista à TV Integração, a trabalhadora disse sempre tenta fazer o melhor.
“A gente acha que vai voltar para casa a salvo, mas não”, disse. “Saio com o objetivo de trabalhar, para buscar o pão para a minha casa, sempre tento fazer o meu melhor. Fui muito humilhada. Imagina meus pais vendo eu sendo agredida no local do meu trabalho”, lamentou.
Testemunhas relataram que o agressor chegou ao local e pediu a outro frentista para colocar gasolina em um galão de amaciante, o que é proibido por uma norma da Agência Nacional de Petróleo.
Depois da negativa do primeiro frentista, o cliente tentou abastecer outros funcionários. Nesse momento, a frentista explicou mais uma vez não ser possível.
“Ele disse que nós estávamos apenas forçando-o a comprar o galão do Inmetro e eu expliquei mais uma vez que não era isso. Quando somos contratados, é uma das primeiras coisas que nos falam, para não abastecer em qualquer galão. Em seguida ele deu as costas e jogou o galão em mim”, recordou.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e fez um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O agressor foi liberado.