TRE-MG investiga vereadora mais votada de Esmeraldas por suspeita de compra de votos

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) abriu um processo por suspeita de captação ilícita de sufrágio, ou compra de votos, contra a vereadora eleita por Esmeraldas, Ivanete Mãe do Wellitin (Mobiliza), o prefeito reeleito da cidade, Marcelo Nonato (Solidariedade), o líder comunitário Wellington Adriano Silva Júnior, o vice-prefeito eleito Gustavo do Dedé (Mobiliza), e Pedro Augusto de Souza Ferreira. A representação foi protocolada nesta quinta-feira (12) e já consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Captação ilícita de sufrágio” é quando um candidato oferece benefícios ou vantagens aos eleitores em troca de votos, prática proibida pela legislação brasileira.

A ação foi aberta pela Promotoria Eleitoral de Minas Gerais e faz parte de uma investigação sobre possíveis irregularidades nas eleições municipais deste ano. A Itatiaia tenta contato com os envolvidos na operação para esclarecimentos.

Operação apreendeu celulares

Em novembro, como mostrou a Itatiaia, duas operações da Polícia Civil, realizadas em imóveis ligados aos investigados, resultaram na apreensão de celulares e documentos.

Na operação, a polícia confiscou o celular de Wellington Adriano, de 35 anos, um líder comunitário influente na cidade. Seu nome foi usado na campanha da mãe, Ivanete, que se destacou como a vereadora mais votada, com 1.193 votos. A ação ocorreu no bairro Conjunto Habitacional Presidente Castelo Branco.

Ivanete foi eleita pela coligação “Continuidade, Trabalho e Progresso”, composta pelos partidos Mobiliza e Solidariedade. O prefeito reeleito, Marcelo Nonato, fez campanha para ela, enquanto Ivanete declarou apoio à reeleição de Nonato. Além disso, Ivanete contou com o suporte de Gustavo do Dedé, atual presidente da Câmara Municipal e agora vice-prefeito eleito, que também faz parte do Mobiliza.

Após a operação policial de 23 de novembro, Ivanete publicou uma nota em suas redes sociais afirmando que as investigações seriam fruto de perseguição política:

“É evidente que estamos diante de uma perseguição política, uma tentativa de desestabilizar e descredibilizar a escolha legítima e democrática do povo. Essa campanha de fake news tem o objetivo de manchar a reputação de pessoas que têm trabalhado com ética e dedicação para representar os interesses da comunidade. Reitero que eu e meu filho Wellington estamos absolutamente tranquilos, confiantes na Justiça e à disposição para quaisquer esclarecimentos, pois não temos nada a esconder. Durante todo o processo eleitoral, a minha campanha foi conduzida de maneira limpa, respeitando as leis e os princípios da transparência”.

O processo foi aberto um dia antes da diplomação dos eleitos, marcada para esta sexta-feira (13), na Câmara Municipal de Esmeraldas. Ivanete, mesmo sob investigação, deve tomar posse em janeiro do próximo ano.

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