O Conselho de Ética da Câmara arquivou a representação que poderia levar à cassação do mandato do deputado André Janones (Avante-MG) por suposta prática de ‘rachadinha’ em seu gabinete. Contudo, o parlamentar ainda precisa se defender no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em dezembro do ano passado, o ministro Luiz Fux autorizou a abertura de um inquérito para investigar a suposta prática de rachadinha no gabinete do deputado.
O deputado é suspeito de cobrar dos funcionários de seu gabinete o recebimento de parte dos salários deles em 2019. Áudios em que o parlamentar supostamente pede fatias dos vencimentos dos servidores foram divulgados em novembro. Na gravação, Janones diz que os assessores precisam ajudá-lo a pagar dívidas de campanha.
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Em fevereiro deste ano, Fux autorizou as quebras de sigilos bancário e fiscal de Janones e de outras cinco pessoas envolvidas no caso. O ministro atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou que as apurações prévias sugerem a existência de um esquema de desvio de recursos públicos no gabinete do parlamentar. Para a PF, há inconsistências nos depoimentos dados por funcionários do deputado.
A Polícia Federal suspeita, inclusive, que parte dos valores recolhidos pelo deputado mineiro no suposto esquema possa ter custeado a campanha eleitoral de Leandra Guedes Ferreira à Prefeitura de Ituiutaba, em 2020. Leandra, que é ex-mulher do parlamentar, venceu a disputa em questão.