O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do ex-deputado mineiro Clodesmidt Riani, aos 103 anos. Cassado pela ditadura, Riani faleceu na quinta-feira (4), em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, após 15 dias internado.
“Soube, com pesar, do falecimento do companheiro e líder sindical Clodesmidt Riani aos 103 anos. Clodesmidt foi deputado estadual por Minas Gerais, perseguido e teve seu mandato cassado pela ditadura. Ele foi líder do Comando Geral dos Trabalhadores que protagonizou a conquista do 13° salário, sendo grande referência na luta por direitos dos trabalhadores e da democracia. Meus sentimentos aos familiares, amigos e companheiros de luta de Clodesmidt Riani”, escreveu Lula, na rede social “X”, anteriormente chamada de Twitter.
Aliado do ex-presidente João Goulart, que perdeu o mandato por ocasião da instalação do regime militar, Clodesmidt Riani compôs os quadros do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) durante os tempos de Getúlio Vargas. Depois, se filiou ao MDB, que fazia oposição consentida ao governo militar.
Eleito deputado estadual em 1962, Riani foi cassado dois anos depois. Documentos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), o órgão repressor da ditadura, o classificavam como “agitador comunista”. A mesma pecha foi dada pelo Dops a Sinval Bambirra, do mesmo PTB, e a José Gomes Pimenta, o Dazinho, do extinto Partido Democrata Cristão (PDC). A dupla também acabou cassada.
Em 1982, durante o processo de reabertura à democracia, Riani foi eleito para outro mandato na Assembleia Legislativa.