Mãe da menina que caiu de parapente combate ataques e desabafa: ‘não aprenderam com o caso Whindersson’

Após a divulgação da notícia de que a adolescente Dafiny do Carmo, de 13 anos, teria sofrido uma nova queda numa nova tentativa de voo, a mãe Karine do Carmo, esclarece que, de fato, houve uma intercorrência no último sábado (24), mas distorções a respeito do que realmente aconteceu, estão abalando psicologicamente a menina que não quer mais sair de casa e tem tido crise de choro constantes.

O caso ganhou repercussão nacional porque no último dia 11, a jovem foi convidada pelo piloto Gilberto Pereira Araújo, de 50 anos, para fazer um voo de parapente, depois dela ter dito a ele que ‘sonhava em voar no equipamento’. Só que o profissional acabou tendo um mal súbito e faleceu ainda no ar. Por sorte, o parapente plainou e o impacto da queda foi amenizado por uma árvore. Dafiny nada sofreu.

O encontro com Sérgio

Karine contou, com exclusividade à Itatiaia, que elas conheceram o piloto Sérgio Costa, no velório de Gilberto. Eles eram amigos de infância. Uma semana depois, Costa entrou em contato se oferecendo para proporcionar uma nova experiência no parapente à Dafiny para que ela não crescesse com o trauma. “Com a minha autorização e a do pai dela, fomos para o Clube de Voo no último sábado bem cedinho. Só estávamos nós lá. Portanto, só nós sabemos o que, de fato, aconteceu”, relatou Karine que é pastora evangélica e doceira.

Intercorrência aconteceu no solo

Segundo ela, Sérgio e Dafiny ainda se preparavam para a decolagem quando um vento forte jogou o equipamento cerca de um metro e meio para o lado. “Como o terreno é inclinado, eles tiveram algumas escoriações e, por precaução, chamamos o Samu. A Dafiny não teve nenhuma fratura e o Sérgio foi internado para realização de exames de raio x. Ele está bem, só um pouco triste e frustrado, claro, por sua tentativa de ajudar não ter dado certo. Mas não foi nada demais”.

Falta sensibilidade aos haters

Fato é que a notícia do segundo acidente se espalhou rapidamente pelas redes sociais só que, segundo Karine, de forma distorcida. “Dizer que minha filha caiu novamente do parapente é uma fake news porque eles não chegaram a sair do solo, apenas foram jogados para o lado”, reiterou.

O problema é que informação que – que não deixa de ser inusitada – inflamou os chamados “haters” da internet, pessoas que agem impulsionadas por um sentimento de ódio gratuito. Karine contou que, tanto ela como a filha têm sido achincalhadas na Internet. “A mim chamam de irresponsável e me acusam de estar querendo aparecer. E sobre minha filha, dizem que é ela ‘um demônio disfarçado de anjo’, ‘um instrumento do mal’ e que ‘se ela estiver no mesmo ônibus que você, é melhor descer” e por aí vai. Ela está arrasada e eu estou impressionada com a maldade das pessoas. Não queremos like, não queremos nada. Apenas viver em paz e poder sair às ruas novamente para vender nossos cones de chocolate porque vivemos disso. Ninguém pergunta como estamos depois do que aconteceu, se estamos precisando de uma cesta básica ou outra coisa qualquer”.

A pastora ainda lembrou caso recente de outra adolescente mineira que teve seu nome envolvido em fake news com o comediante Whindersson Nunes e que terminou de forma trágica. “Parece que as pessoas não aprenderam nada”, desabafou.

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