Lula desembarca no Egito para primeiro compromisso internacional de 2024

A chegada do presidente Lula ao Egito, nesta quarta-feira (14), marca a retomada das viagens internacionais da chefia do executivo em 2024. Após um primeiro ano de mandato repleto de compromissos no exterior, a agenda do petista fora do Brasil deverão ser mais enxuta. Em 2023, foram 24 países visitados em 15 viagens, totalizando quase 60 dias de ausência do Brasil.

Neste ano, a previsão do Palácio do Planalto é que Lula continue o trabalho diplomático no exterior, mas com menos intensidade. Para o primeiro semestre, além das viagens ao Egito e à Etiópia, Lula ainda deve visitar os vizinhos Paraguai, para reunião do Mercosul, e a Guiana, onde acontece a reunião da Caricom – bloco de cooperação econômica entre países do Caribe. A visita à Guiana, inclusive, será a primeira de uma autoridade brasileira ao país desde que a Venezuela anunciou a anexação do território de Essequibo.

Na segunda metade do ano, a agenda do presidente Lula ainda prevê uma ida ao Uruguai, para outra reunião prevista do Mercosul, e aos Estados Unidos, onde ocorre a tradicional Assembleia Geral da ONU. Para fechar o roteiro internacional, o presidente ainda prevê uma visita à Rússia em outubro, quando ocorre a reunião da Cúpula do BRICS – bloco que reúne as principais economias globais -, e a presença na COP 29 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que neste ano será realizada no Azerbaijão.

Lula no Egito
A visita do presidente Lula ao Egito nesta quarta-feira (14) é considerada estratégica, tanto do ponto de vista comercial quanto diplomático. Oficialmente, o objetivo da visita é celebrar os 100 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Egito a convite do presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sisi.

O encontro oficial entre as duas autoridades ocorre na quinta-feira (15). Para hoje, Lula não possui agendas oficiais no país. Neste primeiro dia, Lula terá uma agenda particular que deve incluir uma visita a pontos turísticos do Egito, como as pirâmides de Gizé.

O Egito é atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil na África: em 2023, o comércio bilateral entre os dois países atingiu US$ 2,8 bilhões (sendo US$ 489 milhões em produtos egípcios importados pelo Brasil e US$ 1,83 bilhão em produtos brasileiros exportados), atrás apenas da Argélia, com US$ 4,2 bilhões.

A expectativa do governo brasileiro é manter o ritmo do comércio entre as nações após a abertura do mercado egípcio para diversos produtos brasileiros em 2023, como peixes e derivados, carne de aves, algodão, bananas e gelatina e colágeno. Durante a viagem, o governo vai discutir com o Egito a abertura de mercado para exportação de carne bovina e também uma rota aérea entre os dois países, ligando São Paulo ao Cairo.

Paralelamente a essas conversas, o Brasil também vai acompanhar de perto a negociação de um cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hamas, que vem sendo disputada na Faixa de Gaza. A reunião envolve autoridades do Egito, do Hamas, de Israel, do Qatar e dos Estados Unidos. O Brasil é um defensor da criação de um estado palestino

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