Em uma série de publicações em uma rede social, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta (PT), associou a família Bolsonaro à milícia e relembrou a ligação entre os integrantes do clã político ao ex-assessor Fabrício Queiroz. Pimenta compartilhou publicações sobre ações de segurança pública postadas em uma rede oficial do governo.
Um post compartilhado na rede social X (ex-Twitter) traz uma peça gráfica com policiais rodoviários seguida da frase: “Brasil unido contra o crime”. Na legenda, Pimenta cita indiretamente os Bolsonaro.
“Acabou o tempo que traficante miliciano tinha mãe e mulher nomeada em gabinete de deputado para depositar o dinheiro na conta do Queiroz para pagar as contas do dia a dia da famiglia”, mostra a legenda escrita pelo ministro da Secom.
No governo @LulaOficial os narcotraficantes e milicianos já perderam mais de 7 bilhões de reais em dinheiro e patrimônio. Na GLO nos portos, estradas e aeroportos mais 1,5 bi. É o Brasil Unido contra o crime. Acabou o tempo que traficante miliciano tinha mãe e mulher nomeada em… pic.twitter.com/Km9j6woWny
— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) February 4, 2024
O episódio se refere à ligação entre integrantes da família Bolsonaro com Queiroz, que foi alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF). Um vídeo que circulou em 2020 mostra o ex-assessor pagando contas em um banco. Em agosto daquele ano, em entrevista a O Globo, o senador Flávio Bolsonaro admitiu que Queiroz pagava contas pessoais de sua família. “Pode ser que, por ventura, eu tenha mandado, sim, o Queiroz pagar uma conta minha. Eu pego dinheiro meu, dou para ele, ele vai ao banco e paga para mim”, disse à época.
Flávio Bolsonaro também foi investigado pela prática de “rachadinha”, que consiste em “tomar” parte dos salários de funcionários do gabinete. Essa investigação, no entanto, foi arquivada depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter declarado as provas do caso nulas.
Sobre a relação entre milicianos nomeados em gabinete, Paulo Pimenta se refere à nomeação de Raimunda Magalhães e Danielle Mendonça Magalhães da Nóbrega – respoectaivamente, mãe e a ex-mulher do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega. As duas ocuparam cargos de assessoras de pessoas ligadas à família do ex-presidente entre 2007 e 2018.
Governo @LulaOficial não tem bandido de estimação. Acabou o tempo que milicianos, traficantes de armas e drogas, grileiros, garimpeiros em terra indígena, desmatadores na Amazônia, homofóbicos e racistas eram tratados com todo cuidado e parcimônia pelo Presidente e seus… pic.twitter.com/UiOdFiJEFM
— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) February 4, 2024
Paulo Pimenta também usou uma outra publicação do canal oficial do governo para afirmar que criminosos eram tratados com “cuidado e parcimônia” pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O post mostra a imagem de policiais rodoviários federais e tem a seguinte chamada: “Polícias fortalecidas e combate ao crime”. Na legenda, o ministro de Lula publicou: “Acabou o tempo que milicianos, traficantes de armas e drogas, grileiros, garimpeiros em terra indígena, desmatadores na Amazônia, homofóbicos e racistas eram tratados com todo cuidado e parcimônia pelo Presidente e seus cupinchas mais próximos”, disse.
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