Após desabamento de imóvel onde funcionava asilo, Defesa Civil vistoria 5 casas vizinhas em BH

Devido à tragédia envolvendo o desabamento de um prédio onde funcionava um asilo, que
matou cinco pessoas na manhã desta quinta-feira (5), no bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte
, a Defesa Civil Municipal confirmou que imóveis vizinhos passaram por vistorias preventivas para avaliar as condições estruturais e identificar eventuais riscos.

Segundo o órgão, o imóvel localizado na rua Soldado Mário Neto, nº 131, foi o que sofreu colapso estrutural, com registro de vítimas. Já no imóvel vizinho, na rua Soldado Mário Neto, nº 177, foi realizada uma avaliação preventiva no muro de divisa. De acordo com o órgão, o risco identificado é considerado baixo e não há necessidade de intervenção imediata.

Nos fundos do imóvel localizado na rua Francisco Assis de Freitas, nº 150, técnicos identificaram risco de colapso do muro de divisa. Os moradores foram orientados e notificados a isolar a área da varanda como medida preventiva.

Situação semelhante foi registrada no imóvel de número 162 da mesma rua, onde também foi identificado risco de desabamento do muro de divisa com o prédio que desabou. Os moradores receberam orientação para isolar a área dos fundos.

No imóvel de número 170, além do risco de queda do muro de divisa, há possibilidade de desprendimento de materiais do telhado. Nesse caso, os moradores foram orientados a isolar a área dos fundos e também a lavanderia. A Defesa Civil informou que continua acompanhando a ocorrência e monitorando as condições estruturais dos imóveis vizinhos, além de manter orientações para garantir a segurança dos moradores da região.

Na manhã desta quinta (5), dois idosos de 87 anos foram resgatados com vida pelos socorristas. Um deles foi
levado de helicóptero para atendimento médico
, enquanto
o outro foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)
.

Segundo o
tenente do Corpo de Bombeiros, Henrique Barcellos, os militares utilizam ferramentas especializadas
para tentar identificar sinais de vida e acessar possíveis bolsões onde vítimas possam estar presas. “Não temos uma mensuração exata do tempo de sobrevivência, mas a doutrina indica que, nas primeiras 24 horas, ainda há chance de vida, caso as vítimas estejam em um bolsão de ar”, disse.

De acordo com o tenente, o resgate exige rapidez, mas também muita cautela, já que é necessário evitar novos deslizamentos da estrutura.

Estrutura do prédio

Conforme as informações levantadas pelas equipes de resgate, o prédio tinha quatro pavimentos. No subsolo, funcionava uma garagem com uma clínica de bronzeamento. No primeiro pavimento, estava instalado o asilo, que abrigava cerca de 23 moradores distribuídos em seis quartos.

O segundo andar era utilizado como residência, enquanto no terceiro pavimento funcionava uma academia. Os bombeiros também trabalham para identificar quem ainda pode estar sob os escombros. Segundo o tenente, as equipes fazem um levantamento do perfil das vítimas e dos locais onde elas estavam no momento do desabamento.

“Nosso trabalho agora é localizar as pessoas que ainda não foram retiradas, identificar quem estava morando, trabalhando ou hospedado no local e qual a maior probabilidade de onde essas vítimas possam estar”, disse.

Prédio estava regular

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o imóvel estava regularizado junto ao município. Segundo a Secretaria Municipal de Política Urbana, o local possuía alvará de localização e funcionamento para a atividade de lar de longa permanência de idosos, com validade até 2030.

Já a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o estabelecimento também tinha alvará sanitário válido e regular. De acordo com a pasta, a última vistoria da Vigilância Sanitária foi realizada em janeiro de 2026.

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