Demora em análise de cotas teria motivado divulgação errada de aprovados no Sisu

As primeiras listas de aprovados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), divulgadas na última terça-feira (30 de janeiro), estavam erradas porque o processamento da análise de critérios de cotas ainda não havia sido finalizado pelo Ministério da Educação. A informação é do “G1″.

As informações ficaram no ar por cerca de 25 minutos, tempo suficiente para que estudantes de todo o país acreditassem que haviam conquistado uma vaga no ensino superior.

No dia seguinte, quarta (31), os resultados definitivos e corretos foram divulgados. Parte dos candidatos que já haviam comemorado a aprovação descobriram que, naquele momento, estavam fora da lista de classificados.

Na sexta (2), à Itatiaia, o MEC admitiu que o Sisu teve uma “divulgação indevida de resultados provisórios”. O ministério afirmou ainda que “a ocorrência está sendo rigorosamente apurada”.

A nova lei de cotas, revisada pelo Congresso Nacional e aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro, foi adotada para a edição deste ano do Sisu.

Com a atualização, a norma passou a garantir a reserva de vagas também para estudantes quilombolas, direito antes concedido apenas a negros, indígenas, pessoas com deficiência e alunos da rede pública na classificação de baixa renda. A revisão da legislação também determinou que os cotistas em situação de vulnerabilidade têm prioridade para receber o auxílio estudantil.

Outra regra incluída na lei reformulada no ano passado é a redução da renda máxima do estudante da rede pública que quer ser incluído na política de cotas. Antes, eram considerados aptos aqueles alunos de escola pública com renda familiar per capita de um salário mínimo e meio. Agora, metade das vagas reservadas à política de cotas será destinada aos estudantes com renda familiar de até um salário mínimo por pessoa.

Explicações
O senador Alessandro Vieira (MDB/SE) protocolou requerimentos de convocação do ministro da Educação, Camilo Santana, e da secretária de Ensino Superior do MEC, Denise Pires, para que prestem esclarecimentos sobre os problemas ocorridos no processo de divulgação dos resultados do Sisu.

“Neste ano, mais uma vez, os candidatos foram acometidos por intercorrências no sistema do MEC no resultado do Sisu, programado para o dia 30 de janeiro. Alguns candidatos conseguiram visualizar seus resultados, outros não conseguiram acessar o sistema e a instabilidade permaneceu durante todo o dia, sem maiores explicações”, destaca o parlamentar.

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