Luisão, multicampeão por
Cruzeiro
Benfica
“Adoro o Benfica, é como uma segunda pele para mim. É preciso ser digno de vestir a camisa sagrada. Essa mensagem só piora tudo, porque é uma mentira… o futebol se conquista com garra, com luta… Ele era um ato racista, SIM, e eu me envergonho disso.”
A declaração do ex-defensor e hoje comentarista se deu após o posicionamento oficial do Benfica, feito no final do dia. Na nota oficial, o clube endossa a defesa de Prestianni e se solidariza com o atleta benfiquista.
Em publicação feita no X (antigo Twitter), Prestianni negou ter proferido ofensas racistas em direção a Vini Jr. e revelou ter sido ameaçado por jogadores do Real Madrid.
“Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao Vinicius Júnior, quem lamentavelmente interpretou mal o que crê ter escutado. Jamais fui racista e lamento as ameaças que recebi dos jogadores do Real Madrid”, escreveu o argentino.
O Benfica respondeu à postagem do meio-campista e se solidarizou com o atleta.
Entenda o caso
O duelo entre Benfica e Real Madrid, disputado nesta terça-feira (17), no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal, pela Uefa Champions League foi interrompido após o acionamento do “Protocolo Antirracismo”.
A ação se deu após o atacante Vinicius Júnior marcar um golaço sobre as Águias, aos cinco minutos do segundo tempo, em partida válida pelos playoffs que antecede as oitavas de final da competição.
Após a comemoração, o camisa 7 do Real Madrid se dirigiu em direção ao árbitro da partida e relatou algo dito por Gianluca Prestianni, do Benfica. Com isso, o árbitro fez o sinal para acionamento do protocolo e paralisou o jogo.
O clima em campo esquentou, e jogadores de ambas as equipes passaram a discutir. Vini Jr. chegou a ser contido pelo treinador José Mourinho, do time português, durante o bate-boca. A partida foi reiniciada oito minutos após a interrupção.
O ‘Protocolo Antirrascismo’
O Protocolo Antirracismo foi implementado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) em 2024.
O mecanismo é acionado pelo árbitro do jogo quando se é realizado um sinal de “x” com os braços. Então, a partida é interrompida, para que sejam exibidas mensagens no sistema de som do estádio e nos telões.
Se o caso de racismo não cessar, o jogo pode ser suspenso pelo árbitro, com os jogadores deixando o gramado. Caso as ações racistas persistam, o confronto pode ter o fim determinado.