Vídeo: imagens aéreas mostram danos em Congonhas após extravasamento em mina da Vale

Imagens aéreas obtidas pela Itatiaia mostram grandes danos estruturais, materiais e ambientais causados em Congonhas, na Região Central de Minas, em função do
extravasamento de água e rejeitos na Mina de Viga
, que pertence à Vale.

O rompimento do sump (sumidouro) ocorreu no domingo (25), por volta das 16h, mas só foi comunicado pela Vale à Prefeitura de Congonhas depois das 23h.

A Vale informou que o extravasamento não gerou danos ambientais nos rios da região, versão que foi desmentida pela Prefeitura de Congonhas e pelo Governo de Minas.

Segundo o município e o estado, a lama contaminou os Rios Goiabeira e Maranhão, em Congonhas, com rejeitos de minério.

Alvarás suspensos, e Vale será autuada

Em função do atraso na comunicação do incidente, do dano ambiental e dos prejuízos estruturais e materiais a empresas vizinhas e à cidade,
Congonhas suspendeu os alvarás de funcionamento da Vale
.

O Governo de Minas Gerais afirmou na tarde desta segunda-feira (26) que
autuará a Vale por danos causado
s e demora na comunicação dos extravasamentos registrados no domingo.

As autuações são baseadas nos artigos 112 e 116 do Decreto nº 47.383/2018, que “estabelece normas para licenciamento ambiental, típica e classifica infrações às normas de proteção ao meio ambiente”.

Segundo o governo, foram identificados danos ambientais “decorrentes do carreamento de sedimentos e assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão”.

Duas ocorrências em menos de 24 horas

No domingo pela manhã, antes do
rompimento ocorrido na Mina de Viga
, em Congonhas, houve ainda o
extravasamento da Mina de Fábrica
, em Ouro Preto, a 23 quilômetros de distância.

Nos dois casos, houve
deslocamento de água, lama e sedimentos para terrenos que pertencem à CSN
, mineradora que também atua na região.

Ambos os incidentes aconteceram exatos sete anos após o
rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão
, em Brumadinho, na Grande BH.

O desastre, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 mortos, ou 272, se contadas as vítimas que estavam grávidas. O caso segue impactando profundamente a vida de famílias e cidades atingidas, que ainda cobram justiça, responsabilização criminal e avanços concretos na reparação.

Nota da Vale

Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2026 – Em continuidade aos comunicados ao mercado realizados hoje, a Vale informa que recebeu ofício da Prefeitura Municipal de Congonhas, por meio do qual foram determinadas a suspensão de alvarás de funcionamento das atividades da Vale atreladas às referidas permissões nas unidades de Fábrica e Viga, bem como a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental pela Companhia.

A Vale reitera seu compromisso com a segurança das pessoas e de suas operações, esclarecendo que suas barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A Companhia suspendeu operações nas unidades mencionadas e irá se manifestar tempestivamente sobre as ações demandadas, colaborando integralmente com as autoridades competentes e prestando todos os esclarecimentos necessários. A Companhia reforça que seus guidances seguem inalterados, conforme divulgados no Formulário de Referência da Companhia.

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