Por que William Bonner saiu do Jornal Nacional?

William Bonner surpreendeu os telespectadores do Jornal Nacional nesta segunda-feira (1º) ao anunciar sua
saída do principal noticiário da TV Globo
. O apresentador está no comando do telejornal deste 1996, quando substituiu Cid Moreira (1927-2024).

Além de deixar a famosa bancada do JN,
Bonner
sai também do cargo de editor-chefe, que ele ocupou em 1999. Com a decisão,
César Tralli
, atual apresentador do Jornal Hoje, passa a apresentar o Jornal Nacional ao lado de Renata Vasconcellos.

Já nos bastidores, quem substitui Bonner é a editora-chefe adjunta, Cristiana Sousa Cruz. Apesar da despedida do Jornal Nacional, o comunicador entra em uma nova fase na Globo, como apresentador do Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg.

Bonner se despedirá oficialmente do público e dos milhares de fãs no dia 3 de novembro deste ano. Tralli continua no horário da tarde até a mesma data, quando será substituído por Roberto Kovalick, atual apresentador do Hora Um.

Com as mudanças, o primeiro noticiário do canal será apresentado pelo jornalista Tiago Scheuer.

Motivo

A substituição de Bonner já vem sendo tratada com a Globo há cerca de cinco anos. A ideia surgiu do próprio jornalista, que manifestou desejo de abrir mão de funções executivas e da atuação no jornalismo diário para ter mais tempo para sua família e atividades pessoais.

“Foram cinco anos, desde a minha primeira conversa com a direção do jornalismo sobre o desejo de reduzir a carga horária e as responsabilidades exigidas pela chefia e pela apresentação do JN. […] E, finalmente, podemos todos conversar sobre essas conquistas e movimentos sem reservas”, relatou Bonner.

Ele também mencionou a necessidade de diminuir o ritmo na profissão. “São 29 anos e quatro meses de JN. Exatos 26 anos como chefe da equipe de editores, comandando reuniões, avaliando pautas, planejando edições, apresentando as notícias a milhões. Nesse período, tornei-me pai, vi minhas crianças acharem que se tornaram adultos. Mudaram de endereço, até de país”, relembrou.

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