Assassino de gari, Renê apagou conversas com delegada no dia do crime

A
Polícia Civil indiciou Renê da Silva Nogueira Junior
, pela morte do gari Laudemir Fernandes e outros dois crimes, e sua esposa, a delegada
Ana Paula Balbino Nogueira.

As investigações apuraram que a esposa sabia que Renê usava a arma registrada.

“A esposa tinha ciência que ele fazia o uso da arma de fogo com constância”, afirmou o delegado Evandro Radaelli.

Segundo o delegado,
ela é indiciada por ceder e emprestar
a arma de uso permitido. A pena é de 2 a 4 anos mas pode aumentar.

Apesar da delegada ter ciência que Renê usava a arma registrada, a PC disse que não é possível confirmar se ela sabia do crime.

“Não sabemos se ela teve ciência na hora do fato [o crime] ou quando a polícia o encontrou na academia. Ele apagou todas as conversas com ela no dia do crime e conversaram por chamada de voz”, disse o delegado Matheus Moraes.

Assassino indiciado por três crimes

A polícia indiciou Renê por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil que impossibilitou a defesa da vitima. Ele também responde por ameaça contra a motorista do caminhão da coleta de lixo e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, que pertence a sua esposa
delegada Ana Paula Balbino Nogueira
.

A investigação também apurou que o assassino fez pesquisas no celular após cometer o crime.

“Escutou a Itatiaia”

Além de pesquisar informações sobre o crime no dia em que o cometeu, Renê usou o comando de voz do carro elétrico que dirigia
para sintonizar a Rádio Itatiaia
, a fim de saber se havia suspeitas contra ele.

De acordo com o delegado Evandro Radaelli, a informação foi confirmada a partir de dados fornecidos pela montadora do veículo. “Ele buscou saber as consequências do fato e deu um comando de voz para que o carro sintonizasse na Rádio Itatiaia”, disse.

Entenda o caso

Conforme Boletim de Ocorrência (BO), o crime foi cometido por volta das 9h03 do dia 11 de agosto na rua Modestina de Souza. Laudemir trabalhava na coleta de lixo quando o motorista de um BYD de cor cinza, que seguia no sentido contrário, se irritou, alegando que o veículo atrapalhava o trânsito.

Renê é apontado pela polícia como o motorista. Armado, ele apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou atirar no rosto dela. Ele seguiu, passou pelo caminhão, desceu do carro com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou e atirou contra o gari.

A bala atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo. Renê foi preso horas depois, ao chegar à academia.

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