O IBGE divulgou nesta sexta (6) dados preliminares sobre as religiões do país levantadas no Censo 2022. Seguindo tendência observada no Brasil, a porcentagem de católicos em Sete Lagoas vem caindo enquanto as de outras religiões e de quem não manifeste crenças vem aumentando.
De aproximados 84% em 2000 e passando para 75% em 2010, a porcentagem de pessoas com 10 anos ou mais que se declararam católicos na cidade foi de 68% em 2022 (número também aproximado).
Enquanto, isso os evangélicos mais que dobraram no período: 9,57% (2000), 16,25% (2010) e 20,97% (2022).
As religiões de matriz africana como umbanda e candomblé também vem crescendo em Sete Lagoas. Em 2000 0,13% da população pesquisada na já citada faixa etária declararam pertencer a tais religiões. O percentual subiu em 2010 (0,15%) e em 2022 (0,57%).
A fatia dos que se declararam sem religião é outra que subiu: de 3,13% em 2000, para 3,73% em 2010 e 5,01% em 2022.
Em Minas Gerais e no Brasil
Entre as pessoas de 10 ou mais anos de idade, o catolicismo no estado caiu de 71,0%, em 2010, para 63,5% em 2022, uma queda 7,5 pontos percentuais. Apesar do resultado, percentual de católicos em Minas (63,5%) se mantém acima da média nacional (56,8%).
Evangélicos representavam 19,5% da população com 10 anos ou mais em 2010 em Minas Gerais. Entre 2010 e 2022, avançaram 5,3 pontos percentuais, alcançando 24,8% no último Censo.
Em termos proporcionais, Minas Gerais tem a 5ª maior população espírita do Brasil (2,16%).
Brasil
De 2010 a 2022, de acordo com os dados do Censo Demográfico, houve redução do percentual de católicos apostólicos romanos (56,7%) e aumento de evangélicos (26,9%) e sem religião (9,3%). Em 2010, os católicos eram 65,1% da população de 10 anos ou mais, os evangélicos, 21,6%, enquanto os sem religião correspondiam a 7,9% dos declarantes.
Entre os católicos, a diminuição foi de 8,4 pontos percentuais (p.p.) frente a 2010. Já a proporção de evangélicos e sem religião no país cresceu, respectivamente, 5,2 p.p. e 1,4 p.p.
A religião espírita (1,8%) apresentou queda de 0,3 p.p. na comparação com 2010 (2,2%). Umbanda e candomblé, por outro lado, saíram de 0,3% em 2010 para 1,0% em 2022, um aumento de 0,7 p.p. [com informações do IBGE]