A Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta quinta-feira (15) pelo afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A decisão foi assinada pelo desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro, que nomeou como interventor o vice-presidente Fernando Sarney. Ele terá a missão de organizar e convocar um novo processo eleitoral o quanto antes. Cabe recurso da decisão.
Segundo o magistrado, o acordo que permitiu a permanência de Ednaldo no cargo foi anulado por suspeitas de falsificação da assinatura de um dos envolvidos, o ex-presidente da CBF Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido como Coronel Nunes, além de alegações de incapacidade mental.
A disputa judicial em torno do comando da CBF se arrasta há meses. No início de maio, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia negado um pedido para retirar Ednaldo do cargo, mas orientou que o Tribunal de Justiça do Rio conduzisse as investigações sobre supostos vícios no acordo firmado entre a CBF, dirigentes da entidade e a Federação Mineira de Futebol.
Nos bastidores, dois pedidos recentes de afastamento foram apresentados ao STF. Um deles partiu da deputada Daniela do Waguinho e outro do próprio vice-presidente Fernando Sarney. Ambos apontaram suspeita de que a assinatura de Coronel Nunes teria sido falsificada, hipótese sustentada por um laudo pericial.
Após a recusa inicial de Mendes, o caso retornou à Justiça estadual. O desembargador Zéfiro tentou ouvir Coronel Nunes, mas o ex-dirigente não compareceu por questões de saúde. Diante disso, o magistrado optou por destituir Ednaldo.
Esta é a segunda vez que Ednaldo é afastado do cargo pela Justiça do Rio. Em dezembro de 2023, ele foi removido da presidência, mas retornou ao posto no mês seguinte por decisão de Gilmar Mendes.
Na última terça-feira (13), Ednaldo Rodrigues se reuniu na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com presidentes de federações estaduais. A reunião teve como objetivo reforçar o apoio político entre as entidades estaduais e esclarecer o momento de instabilidade jurídica vivido pela confederação.
com informações da Revista Veja